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Operação Desarticula Grupo Extremista Que Planejava Atentado Em Debate Presidencial

Um dos alvos da investigação morava em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre

Operação Desarticula Grupo Extremista Que Planejava Atentado Em Debate Presidencial
Foto: Reprodução

Uma operação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal revelou um plano que poderia representar um dos mais graves atentados contra o processo democrático brasileiro desde a redemocratização. A chamada "Operação Rede Interrompida" desarticulou um grupo extremista suspeito de planejar ataques terroristas durante as eleições presidenciais de 2026, incluindo a possibilidade de explodir o prédio onde deverá ocorrer o debate entre os dois candidatos que disputarão o segundo turno da Presidência da República.


Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados do Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A investigação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio das polícias civis estaduais, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça (Ciberlab) e do CyberGaeco de Santa Catarina. 


Segundo a investigação, os integrantes utilizavam grupos fechados no Telegram e ambientes da dark web para trocar mensagens, recrutar novos participantes e discutir ações violentas voltadas ao período eleitoral. Entre os materiais compartilhados estavam plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central de Brasília, mapas estratégicos e manuais de fabricação de explosivos. Os investigadores identificaram conversas nas quais o grupo cogitava atacar o edifício que sediará o debate presidencial entre os finalistas da eleição, embora o local exato não tenha sido divulgado pelas autoridades por razões de segurança.


As conversas também faziam referência à organização de uma mobilização em Brasília na véspera do segundo turno, com a intenção de provocar tumulto, invadir prédios públicos e atingir alvos considerados prioritários pelo grupo. Os investigados têm entre 19 e 31 anos e, segundo a Polícia Civil, compartilhavam conteúdos de caráter neonazista, supremacista branco, antissemita e misógino, além de discursos de ódio e incentivo à violência política. 


Alvo no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, um dos mandados foi cumprido em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ficou a cargo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O investigado é um homem de 23 anos, morador do bairro Rio Branco, desempregado e sem antecedentes criminais, conforme informou a Policia Civil. Durante a operação, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos que serão periciados pela Polícia Civil do Distrito Federal. Também foi encontrada na residência a capa de um colete balístico, material que agora integra o conjunto de provas analisadas pela investigação. 


Em Brasília

Em Brasília, os policiais localizaram armas e uma bandeira confederada, símbolo historicamente associado aos Estados Confederados da Guerra Civil norte-americana e frequentemente apropriado por grupos de supremacia branca. Os investigadores buscam determinar o grau de organização da rede e se havia preparação concreta para a execução dos atentados discutidos nas plataformas digitais. 


Investigação

A Polícia Civil apura a possível prática de crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime, delitos previstos na legislação antirracismo e, dependendo da evolução das provas, a conduta poderá ser enquadrada também na Lei Antiterrorismo, caso fique demonstrado que houve preparação efetiva para ataques contra instituições ou eventos ligados ao processo eleitoral.


Para os investigadores, impedir que esse tipo de planejamento avance para a fase de execução é fundamental para garantir a segurança das eleições e preservar a integridade das instituições democráticas brasileiras.






Jeff Soares

Jornalismo

Músico

Apresentador


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