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Rock In Rio: 40 Anos - Análise

As Impressões Sobre o 1º Final de Semana do Rock in Rio 2024!

Rock In Rio: 40 Anos - Análise
Foto Divulgação

Meu sonho de garoto, de músico, é tocar no Rock in Rio, mostrar a aquela multidão, minhas letras, minha voz e a minha Banda. Estamos em 2024 e eu com 40 anos, mas ainda não fui ao Festival. E com o advento na Internet e da TV a Cabo, a gente se transporta para aquele lugar sem sair de casa e pode, se vier ao caso, curtir momentos muito interessantes.


Sou um cara viciado em música e tudo que ouço, procuro absorver, mas nos três primeiros dias de Festival, exceto a noite anterior (domingo 15/09) pouca coisa pude tirar do Rock in Rio 40 Anos. Na primeira noite apenas Ludmilla e Matuê ambos brasileiros tiveram músicos tocando no palco. Preocupante! Na segunda noite Zara Larson fez um show digno, Lulu Santos imbatível e a grande surpresa ficou para a veterana banda britânica James, a banda menos conhecida do Festival, que entregou um excelente show. NX Zero foi legal e bandas como One Republic e Imagine Dragons soaram apenas OK, certinhas demais. 



Ludmilla / Leo Franco / AgNews


Por hora fica me perguntando: será precisamos vestir camisetas e uniformes de marca, mostrar o shape e se montar como uma árvore-de-natal com correntes douradas e dentaduras banhadas a ouro, para tocar nesses Festivais? Cadê a música? Onde estão os profissionais músicos no palco? Será mesmo a tendência usar playback, samplers e inteligência artificial? Não sei, mas não gostei do que eu ouvi. Os cantores da nova geração abusaram de autotune e toda a parafernália eletrônica.


Eu sei, já vão me dizer, mas o Rock in Rio nunca foi um festival de Rock. Pode ter certeza, eu sei disso há muitos anos, antes de você aceitar esta informação. Não dá pra comparar a geração dos anos 80 e 90 com o nosso cenário atual. Mas garanto a vocês que muitas bandas novas do universo Rock ou Pop que tocamos na Rádio seriam brilhantes se tivessem uma real oportunidade de tocar no Palco Mundo ou no Palco Sunset.



Oruam / Foto: Miguel Folco/g1


A grande verdade é que o Rock in Rio é um grande Festival de Música, mas que hoje visa o dinheiro, a gente querendo ou não! 


Neste terceiro dia, o Barão Vermelho estava sorrindo no palco com Rodrigo Suricato nos vocais, os Paralamas estavam visivelmente felizes no palco, desfilaram grandes hits, muitos emoção, mas foi o Planet Hemp junto da Pitty o primeiro show com atitude roqueira real do Festival, a banda falou da descriminalização da maconha as queimadas pelo Brasil. Journey foi estranho, o público parecia não conhecer a maioria das músicas, foi frio, talvez por que Arnel Pineda não seja Steve Perry que é amplamente conhecido por aqui, e porque Arnel estava muito incomodado com o som, pra não dizer que cantou mal o show inteiro.



Neal Schon e Arnel Pineda - Foto: Stephanie Rodrigues/g1


Incubus teve um show mais legal do que o da edição anterior, Evanescence fez um show mais conectado com a plateia e foi competente, Amy Lee fantástica. Deep Purple teve uma plateia mais aquecida, muito embora o som estivesse ruim no início, Gillan não cantou os primeiros versos de Highway Star por falha técnica do microfone que não funcionou, mas no fim deu tudo certo, clássicos são clássicos. Avenged Sevenfold encerrou o 3º dia tentando ser o novo Metallica, seu som soa bem, o público acompanha a ideia, são competentes, mas não são o Metallica, dormi após a quarta ou quinta música.


E agora o que virá por aí no próximo final de semana?



por

Jeff Soares

Músico, Locutor

Estudante de Jornalismo 

Web Designer

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