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Deep Purple no Rock in Rio

Banda lendária faz show histórico na cidade do Rock!

Deep Purple no Rock in Rio
Foto: Wagner Meier

Por volta das 22:45 o Deep Purple subiu ao palco Sunset do Rock In Rio para fazer um show histórico. A banda formada em 1968, resiste ao tempo e as mudanças de formação, a última pelo que pôde ser visto foi essencial para o revigor do som da banda.


O Grupo começou o show com ‘Highway Star’, mas o microfone de Ian Gillan (79 anos) não funcionou, a falha foi consertada durante o andamento da música. Logo mais na sequência a banda emenda com ‘A Bit on The Slide’, música do recém lançado Equals One. Na sequência ‘Into The Fire’ e ‘Lazy’ mostram que Simon McBride é o cara certo para a continuidade do grupo, em ‘Lazy’ teve direito a Don Airey fazendo a degustação de uma bela taça de vinho e tocar acordes de Aquarela do Brasil de Ary Barroso. 


‘When a Blind Man Cries’ trouxe emoção a plateia e novamente Simon rouba a cena com excelente solo. ‘Lazy Sod’ também de Equals One soa muito bem ao vivo. ‘Anya’ confesso que foi uma grande surpresa para mim, música do início dos anos 90 do álbum The Battles Rages On e na sequência a clássica ‘Space Truckin' onde pudemos ver o quanto Ian Paice e Roger Glover são sensacionais tocando juntos.



Foto: Filipe Reveles


‘Smoke on The Water’ levanta a plateia que canta e se emociona, refrão cantado em coro pelo público, foi arrebatador. Aqui a banda finge acabar o show, mas retorna para tocar ‘Hush’ e a sensacional ‘Black Night’ que também ganha o público que grita o nome da banda que se despede do palco sob aplausos. 


Um show curto, mas que deixou marcas importantes, o Deep Purple se consagra como uma banda lendária, Ian Gillan não é mais o mesmo há décadas, mas entrega o seu melhor cantando, mesmo que muitas pessoas o critiquem por continuar, ele não deve nada a ninguém, apesar da visível dificuldade nas canções antigas (e mais altas) e as mãos trêmulas, consegue mostrar que ainda tem lenha pra queimar. Roger Glover esbanja simpatia, um monstro tocando baixo, Ian Paice é um dos melhores bateristas de todos os tempos, Don Airey é outra figura simpática e excelente músico, agora Simon McBride esse cara roubou a cena, toca muito, em nenhum momento tentou emular Ritchie Blackmore ou Steve Morse, simplesmente imprimiu seu jeito de tocar que deu vida ao grupo.


Em resumo, a Banda parecia feliz e o público também! Vida longa ao Deep Purple!





por

Jeff Soares

Músico, Locutor

Jornalista, Web Designer

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