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O Que Exijo do Outro, Ele Tem Para me Dar?

[...] antes de cobrar alguém de algo emocional que deseja que o outro te proporcione, analise se ele realmente tem para lhe dar...

O Que Exijo do Outro, Ele Tem Para me Dar?
Imagem Internet/Pixabay

Há uma lenda que conta que Atlântida era um continente extremamente desenvolvido e a qualidade de vida era inimaginável para nós, em Atlântida todos viviam para o próximo e quando a população mudou o seu ponto de visão para o eu, ocorreu à queda do mais evoluído continente que o nosso planeta teve, se eu não estou enganado, essa lenda está em um dos livros de Drunvalo Melchizek.


Esta lenda traz algo muito importante, quando eu vivo e enxergo o outro como ele é de verdade e não como eu quero que ele seja, jamais vou exigir dele algo que ele não tenha, jamais vou constrangê-lo cobrando algo que ele não tem para me dar, o viver para o próximo é enxergar cada pessoa, como ela verdadeiramente é, e a partir do momento que faço isso, a vida torna – se mais leve.




Para melhor refletirmos: Você pediria ajuda financeira a um mendigo? Certamente a resposta vem quase automática, NÃO. Então, esse mesmo questionamento temos que ter quando se trata do emocional, será que o que eu estou exigindo do meu pai, mãe, irmão, amigos, namorado, namorada, esposo, esposa, eles tem para me dar?


O mais alarmante é o estado de egoísmo que alguns vivem, quando você faz essa pergunta e a pessoa responde que conhece o histórico da outra pessoa, que na vida dela, ela nunca teve o que está exigindo, mas, mesmo assim, ela quer que a outra pessoa dê aquilo que não tem e ainda argumenta, ela passou por tudo isso, ela tem que me tratar de maneira diferente do que ela viveu, ou seja, um absurdo, pois se você não recebeu algo em algum instante de sua vida, ela não terá para lhe dar de volta.


Faço outra analogia aqui, você recebe um cofre de moedas, não deposita nenhuma moeda nele e muito tempo depois, você o quebra querendo as moedas dentro dele, você terá moedas? A resposta é óbvia, lógico que não! Você nunca colocou uma moeda nele. Assim é com as emoções, quando estou diante de alguém que nunca recebeu um ato de carinho, pois para que essa pessoa possa ter um ato de carinho, ela precisaria recebê-lo e neste ponto que a analogia do cofre de moedas entra, a minha atitude para com essa pessoa tem que ser de ter para com ela atos de carinho, e cada ato seria como depositar uma moeda no cofre e isso sendo feito a cada dia, vai chegar um momento que a pessoa vai ter como retribuir, é sempre bom lembrar, não tenho como doar o que eu não adquiri ainda. 




Para ilustrar melhor, uma amiga foi convidada a participar de uma reunião, na época ela estava no auge dos seus 40 anos e nessa reunião o caçula tinha 82 anos, pessoas muito simples, a reunião tinha regras que esses senhores pelo tempo e a forma como aprenderam não as seguiam e essa amiga do tipo toda certinha, com o passar do tempo, não se conteve e como diz em minha terra, soltou os cachorros para cima dos ‘senhorzinhos’ e quando percebeu o espanto deles e que estava falando demais virou para o dirigente da reunião e disse: "Meu senhor, me perdoe, eu perdi a paciência". E o senhor dirigente da reunião, com toda sabedoria, virou e disse: "Oh minha filha, você não perdeu a paciência, você ainda não a encontrou, o dia que você encontrar, nunca mais irá perdê-la”.


Então a partir de hoje, antes de cobrar alguém de algo emocional que deseja que o outro te proporcione, analise se ele realmente tem para lhe dar, se ele não tiver dê a ele, até chegar o dia em que ele terá para lhe dar, é como a oração de São Francisco: "Compreender para ser compreendido, amar para ser amado, pois é dando que se recebe".


por

Luiz Arruda

Terapeuta Holístico

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