Subindo À Montanha da Vida
[...] quem nos acompanha na subida, faz toda a diferença.
Maio de 2026. Estava eu, fazendo uma viagem incrível ao Peru. E, dentre tantos lugares cheios de história e energia, surgiu o passeio para a Laguna de Humantay. Aproximadamente 4.200 metros acima do nível do mar. Seria possível subir a montanha a pé, até o pico, onde fica a laguna. Já estávamos a 3.800 metros de altitude e teríamos mais 400 metros montanha acima, o que exigiria muito do nosso físico mas, também, do nosso mental.
O parque onde fica a Laguna, tem horário para fechar (por questões de segurança) então, pelo nosso ritmo, o guia sentenciou: vocês subirão a cavalo. Fiquei um tanto decepcionada. Queria superar meus limites e subir a pé! Comentei isso com a Juliana, líder do nosso grupo e organizadora da viagem. Eis que ela me responde: Vivi, porque não escolher pela facilidade? Se subir a cavalo é mais fácil, qual problema nisso? Tive que concordar. Qual problema em aceitar a facilidade? Qual é esse desejo de passar por dificuldades para sentir que se é digno de alguma conquista?
Admito que tive pena dos cavalos que nos levaram até lá, naquela subida difícil, cheia de pedras. Mas, ao mesmo tempo, fui grata pela ajuda que eles nos deram. E quanta beleza naquela subida! Quando chegamos na Laguna, ficamos em choque. Que cenário deslumbrante!
Uma beleza ímpar. Uma energia igualmente sem comparações.

E o que isso tem a ver com a vida? Tudo!
Assim como na subida da montanha, cada um tem o seu ritmo, cada um tem sua forma de subir, cada um tem uma habilidade, um preparo ― assim somos na vida. Uns não conseguem chegar, outros andam mais lentos, outros mais rápido. Enquanto uns sobem apenas reclamando, outros apreciam a paisagem. E, na montanha ou na vida, quem nos acompanha na subida, faz toda a diferença.
Descemos também a cavalo, olhando tudo por outro ângulo. E posso dizer que a Viviane que subiu, não foi a mesma que desceu. Voltei diferente. Com outras percepções. Inundada pela beleza e pelas lições daquele lugar.
E na vida? Como seria pedir por mais facilidade? Como seria olhar com mais gentileza para o nosso processo e as nossas particularidades? Não desista de subir. A vista vale a pena. Mas, ainda mais, lembre de estar presente em cada passo dado. Tem sempre beleza espalhada pelo caminho.
Viviane Rocha

Terapeuta Holística/Integrativa
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