Vamos Falar Sobre Permissão?
[...] E tu, te permites?
Em final de 2025, minha amiga e mentora Juliana, decidiu empreender na área das viagens iniciáticas. Primeira parada: Peru, em maio de 2026. A partir daí, começou a divulgar a viagem e a conversar comigo sobre ela e a possibilidade da minha participação.
Ela, já havia ido duas vezes e já sabia o poder de cura e transformação daquele lugar (além de toda história, beleza, gastronomia)! Eu nunca tinha parado para pensar nessa possibilidade. E quando ela começou a se desenhar, vieram as resistências: vou ter dinheiro? Como vai ser com a minha filha? E o meu trabalho? Não vai dar! Muita coisa para resolver.
Mal sabia eu que, por baixo de todos esses detalhes práticos, havia muito mais. Havia a falta de permissão.
Os dias foram passando, e eu conseguia resolver uma etapa, mas travava em outra. Bem perto da viagem, criei um problema grande (digo criei, pois a gente cria mesmo): o documento de identidade. Para viajar para o Peru, pode ser RG com menos de 10 anos ou passaporte. Eu não tinha nenhum dos dois.
Então, começou a correria, por causa dos prazos de geração dos documentos. Desespero total! Sem documento, sem viagem.
Para fazer o RG, precisava alterar dados da minha mãe na minha certidão de nascimento (só para ter uma pitada a mais de emoção). Então, pedia a ajuda dela para isso. E acabamos indo juntas resolver essas questões. Eu não tinha coragem de falar na viagem, por tudo que ela envolvia. Mas, acabei falando o porquê da urgência.

E foi aí que minha mãe disse as palavras mágicas: Vou te ajudar! É um sonho meu conhecer o Peru, mas acho que não tenho condições. Vai lá e realiza o meu sonho!
Pronto. Foi um pó de pirlimpimpim, um abracadabra. Na hora, me senti leve em relação a viagem. E tudo começou a fluir de forma absurda. Eu, no alto dos meus 49 anos (naquele momento), ainda esperava a permissão e a aprovação da minha mãe.
Quantas coisas deixamos de fazer aguardando a permissão do nosso pai ou da nossa mãe, mesmo que eles não estejam mais fisicamente entre nós? Quantas coisas fazemos para agradar e sermos aprovados por eles?
Hoje, recebendo dessa consciência, consigo observar estes movimentos da minha criança interior, que ainda deseja aprovação. E escolho me permitir, por mim mesma.
É um exercício diário. Eu sou adulta e posso ser desobediente. Eu sou adulta e posso me responsabilizar pelas minhas decisões. Eu sou adulta e posso buscar a minha felicidade, dentro do que o meu ser anseia.
E eu sendo feliz e me permitindo ser quem sou, permito que a minha filha seja também. A partir de mim, mudo todo o meu sistema. E isso é libertador!
E tu, te permites?
Viviane Rocha

Terapeuta Holística
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