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Cyndi Lauper no Rock in Rio

Na suposta noite das Divas, a princesinha do Pop mostrou o porquê é tão relevante.

Cyndi Lauper no Rock in Rio
Imagem Internet

Ícone dos anos 80, dentro da música pop e do feminismo, Cyndi Lauper chegou ao Palco Mundo do Rock In Rio aos 71 anos de idade, na última sexta feira (20), a cantora não se apresentava no Brasil havia mais de uma década e nunca tinha sido convidada para cantar no Festival. Cyndi subiu ao palco mostrando o porquê de sua relevância e o porquê elevou o Pop a um patamar que até hoje é difícil de chegar, entregando um grande show, sem o uso de auto-tune e nem playback, contrariando as críticas de que não canta bem ao vivo. Tudo que se ouviu saiu da garganta dela e de seus backing vocals.


O começo do show soou um pouco estranho, pois a cantora parecia se perder no tempo e nas letras, algo muito parecido aconteceu com Arnel Pineda no show do Journey, o que me faz pensar em falhas técnicas com o retorno, que comprometeram performances, aliás nesta edição, muitas falhas aconteceram.



 Foto: Vans Bumbeers


Voltando a Cyndi, abriu o show com o hino da masturbação ‘She Bop’, em ‘All Through the Night”, havia alguma dificuldade de ouvir o andamento da música, onde parte da canção ficou com uma das mãos no ouvindo tentando ouvir melhor o que estava sendo tocado. O mesmo aconteceu com ‘Sister Of Avalon’, mas talvez o melhor exemplo tenha sido na clássica balada ‘Time After Time’, onde ela pressionou o fone de ouvido, estendeu o microfone para aumentar o coro da plateia e ficou mais próxima do guitarrista para se guiar pela melodia, mas depois disso, com a ajuda dos deuses sagrados da música, o show entrou em concordância com a importância da cantora.


Vieram ‘The Gonnies ‘R’ Good Enough’ clássico e trilha do filme os “Os Gonnies” de 1985 e assim Cindy Lauper brilhou como deveria e ainda disse: “Eu planejava falar em português, mas até meu inglês é ruim”. Em ‘I Drove All Night’, deitou na passarela do Palco Mundo que aproxima os artists do público, o que levou a plateia a euforia. Em ‘Money Changes Everything’ do primeiro disco da cantora se enrolou na bandeira Brasileira, e foi onde ela mostrou a sua melhor performance, cantou com emoção e emocionou o público também com ‘True Colors’.



Imagem: Thiago Ribeiro/Estadão


Mas o melhor estava por vir e algo aconteceu na Cidade do Rock, uma força incomum nesta Edição reapareceu, com os primeiros acordes de ‘Girls Just Want To Have Fun’, um delírio coletivo tomou conta do Festival, estávamos diante de uma cantora e seu maior hino, o hino de uma geração de mulheres que busca e fala sobre liberdade. Foi lindo de se ver, Cyndi transformou o Rock In Rio em uma balada dos anos 80 e 90! Neste momento pediu para que o público cantasse o refrão ainda mais alto - “para que idiotas como Donald Trump” pudessem ouvir. Mal sabe ela que temos os nossos idiotas também por aqui.


Cyndi Lauper não é uma diva pop dos anos 80, ela prova que é uma diva eterna da música, aos 71 anos, cantando ao vivo, em um dos maiores festivais do mundo, nos tons originais das canções, mostrando que sua voz agudíssima está lá no lugar. Merece o nosso total respeito!



por

Jeff Soares

Músico, Locutor

Jornalista, Web Designer

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