O racismo no Mercado de Trabalho
Por que ainda existem avaliações tão retrógradas diferenciando as pessoas pela cor?
Ainda sinto bastante estranheza que com o passar dos anos, esse tipo de assunto ainda seja tema de discussão em uma sociedade que deveria caminhar para a evolução. Por que ainda existem avaliações tão retrógradas diferenciando as pessoas pela cor?
O racismo estrutural no mercado de trabalho, pode manifestar-se de algumas formas, como: dificuldade em conseguir emprego, falta de promoções, salários mais baixos para pessoas negras, impedimento de acesso a cargos públicos ou empregos em empresas privadas, entre outras. De acordo com o IBGE, em 2020, pessoas negras recebiam até 31% menos que pessoas brancas em posições equivalentes. Além disso, apenas 12% dos cargos que pagam os maiores salários são ocupados por pessoas negras, mesmo que a população brasileira seja 55% negra.
Por entender que as oportunidades ainda não são iguais a todos e que devemos evoluir muito para que todos tenham a oportunidade de qualificação profissional, precisamos de artifícios para diminuir às desigualdades, pois são anos de luta para garantir direitos básicos, como uma educação de qualidade, por exemplo.

No entanto, o que me deixa furiosa é saber que mesmo com toda à luta, o mercado de trabalho e classifica as pessoas pela cor da pele. Quanta hipocrisia! A capacidade de um profissional se dá pela dedicação, conhecimento e proatividade e não pela quantidade de melanina que ela apresenta. Recusar à contratação de trabalhadores ou impedir a promoção por preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade é crime de racismo e a pena pode chegar até 5 anos de prisão.
Somos todos iguais e esse tipo de idiotice nos rebaixa ao tempo das cavernas. De onde um ser humano é superior a outros pelas suas características físicas? Além de estar comprovado que a diversidade alavanca a “performance”, destaca que empresas com maior diversidade étnico-racial têm 36% mais chances de obter retornos financeiros acima da média do seu setor. Além disso, organizações no quartil superior de diversidade étnico-racial são 25% mais propensas a ter lucratividade acima da média nacional em suas respectivas indústrias. (fonte: pesquisa da McKinsey) .
Isso ressalta a importância não apenas de criar programas antirracistas, mas também de promover uma cultura inclusiva que permita o pleno desenvolvimento e crescimento profissional de todos os colaboradores, independentemente de sua origem.
Se você sofrer preconceito denuncie!
por Edna Loreto

Médica Veterinária
Colunista
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