O Uso Excessivo de Telas pelas Crianças.
[...] Os danos, podem ser irreversíveis, e os profissionais da saúde alertam...
Não deu branco, deu azul, em tudo!! A pauta está em alta!!
O uso excessivo de telas por crianças, especialmente durante o período escolar, tem sido uma preocupação crescente entre educadores, psicólogos e médicos.
A exposição prolongada à dispositivos eletrônicos pode afetar o desenvolvimento infantil de diversas maneiras, incluindo na qualidade do sono, na capacidade de concentração e no desempenho acadêmico. Esta exposição às telas, chega antes da idade escolar!! Muitos pais, na correria do dia a dia, com o intuito de “entretenimento” do seu rebento, acabam por ceder ao uso do celular, tablet ou qualquer outro eletrônico que possa manter seu pequeno distraído.
Os danos, podem ser irreversíveis, e os profissionais da saúde alertam para alguns pontos específicos:
• Distúrbios do sono: A exposição a telas antes de dormir, principalmente à luz azul emitida por celulares, tablets e computadores, interfere na produção de
melatonina, o hormônio que regula o sono. Isso pode resultar em dificuldades para dormir ou em um sono de pior qualidade. Crianças que não dormem o
suficiente têm um desempenho acadêmico prejudicado, uma vez que o sono é crucial para a consolidação da memória e para a atenção no dia seguinte.
• Diminuição do foco e da atenção: *: O uso excessivo de telas pode afetar a capacidade de concentração das crianças. A interação com conteúdos digitais de
forma rápida e fragmentada pode levar a uma diminuição da capacidade de manter o foco em tarefas mais longas e complexas, como estudos ou leitura.
• Desenvolvimento cognitivo e social: *: O uso excessivo de telas pode afetar a capacidade de concentração das crianças. A interação com conteúdos digitais de forma rápida e fragmentada pode levar a uma diminuição da capacidade de manter o foco em tarefas mais longas e complexas, como estudos ou leitura.
A interação com outras crianças, as brincadeiras lúdicas (teatro, contação de histórias), as atividades físicas (pega-pega, caçador, amarelinha), o desenvolvimento com texturas, sabores, aromas (brincar de comidinha, explorar objetos diversos) são fatores essenciais para o bom desenvolvimento intelectual e social da criança. Já o uso de telas, recolhe este serzinho para um mundinho só dela, diminuindo e muito, o convívio (inclusive com a família) e o desinteresse escolar.
Cabe aos pais criarem hábitos mais saudáveis para redução do uso de telas!!

Vamos dar uma mãozinha aqui:
Primeiro: seja o exemplo, criança aprende tudo o que vê! Quando estiver em casa, dê uma folga ao celular!
Estabelecer limites claros: Uma das formas mais eficazes de reduzir o uso excessivo de telas é estabelecer horários específicos para o uso de dispositivos eletrônicos. Por exemplo, limitar o uso de telas a 1-2 horas por dia, dependendo da idade da criança, e evitar o uso de telas durante as refeições ou uma hora antes de dormir (este é crucial, para a produção de melatonina, o hormônio que nos garante um sono de qualidade).
Priorizar atividades offline: Incentivar as crianças a se envolverem em atividades físicas, leitura de livros, jogos de tabuleiro (perca para ele no Banco Imobiliário!!) ou outras interações sociais sem telas. Criar um ambiente em que as opções de entretenimento offline sejam interessantes pode ajudar a diminuir a dependência dos dispositivos. Mexer na terra, fazer uma hortinha, também é uma atividade que vai fazer bem para todos da casa.
Criação de uma rotina de sono saudável: Estabelecer um horário fixo para dormir, sem a presença de dispositivos eletrônicos no quarto, é fundamental para a saúde do sono das crianças. A recomendação dos especialistas é que as telas sejam desligadas pelo menos uma hora antes de dormir.

Sendo as telas, tão prejudiciais aos nossos pequenos, o que diz a Lei sobre a pauta?
Embora existam algumas diretrizes gerais e recomendações de saúde pública sobre o uso de telas para crianças, como as da *Organização Mundial da Saúde (OMS)* e da *American Academy of Pediatrics (AAP)*, ainda não há uma legislação específica no Brasil que regule diretamente o uso de dispositivos eletrônicos por crianças em idade escolar ou primeira infância.
Entretanto, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) (Lei nº 13.146/2015) e o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) abordam a questão da educação digital e da proteção da infância em ambientes digitais, mas não há uma legislação específica que limite o uso de telas em casa ou nas escolas.
Falando em escolas, qual é o papel das escolas na gestão do uso de telas? As escolas também desempenham um papel importante na regulamentação do uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar. O Estado de São Paulo, tomou à frente e sancionou lei que proíbe o uso de celulares tanto nas escolas públicas quanto privadas. Pode parecer um excesso, pode, mas o excesso não seria o uso de telas, deixando de lado o professor, o quadro, o livro? Embora as telas possam oferecer benefícios educacionais, pesquisas rápidas, tirar dúvidas com apenas um toque, é fundamental encontrar um equilíbrio.
Este é um grande desafio, não um retrocesso! Pais, famílias e educadores são os atores principais deste cenário, no que tange ao equilíbrio necessário entre as tecnologias e seu mundo virtual e as brincadeiras e atividades no mundo real.
Sou curiosa, gosto de saber, e tu, o que acha do uso de eletrônicos pelos nossos 'picuchos'?
por Fernanda Lessa

Graduada em Pedagogia
MBA em Gestão Pública
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