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O Racismo na Construção da Saúde Mental no Brasil

Um Recorte de Gênero

O Racismo na Construção da Saúde Mental no Brasil
Imagem Internet

As dinâmicas de poder e os recortes raciais que estruturam as relações sociais permitem pensar o Estado como agentes de controle, em uma primeira análise, foram editados aproximadamente 11 decretos até o final do século XIX para ordenar a regulamentação e o funcionamento de casas asilares, hospícios e colônias.


Em nossa divisão temporal, essa fase constitui o primeiro período da Psiquiatria no Brasil. No segundo momento, no século XX, foram aproximadamente 20 decretos até 1974, que direcionam e classificam os atendimentos. É importante ressaltar que até aqui não temos nenhum recorte racial ou de gênero, e nenhum decreto que especifique gênero ou raça como elementos constitutivos das políticas voltadas para essa problemática, destacamos como recorte temporal do período imperial no Brasil até 1980, período para pensarmos as discussões em torno da reforma psiquiátrica no país.


A relevância se sustenta pela invisibilidade histórica das mulheres negras nas instituições manicomiais no Brasil. Também se justifica pela histórica jornada de escravização do povo negro no Brasil e, por consequência, por sua constante busca por identidade, dignidade e mesmo humanidade na sociedade brasileira. Tal contexto impacta a saúde mental do povo negro, a partir de uma perspectiva social, política e científica do pensar saúde.



por Francisca Jesus

Doutoranda em História na Universidade Federal de Pelotas,

Pós-Graduada em Direitos Humanos e Cidadania

na Universidade Federal do Pampa

e Mestra em História na Universidade Federal de Pelotas.

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