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Cuidado com seu dedo indicador!

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Apontamentos (Foto: Reprodução)

Sabe aquela velha máxima: Quando se aponta um dedo para uma pessoa, tem no mínimo três dedos apontados para você? Bem, não vou aqui me referir a quando eu sofro a crítica, mas quando eu assumo o lado de julgar outras pessoas.


Aprendi a duras penas que, ao criticar ou culpar alguém, também devo considerar minhas próprias falhas. É um lembrete de que a autocrítica e a humildade são importantes nas interações humanas. Essa ideia pode levar à reflexão sobre nossas ações e atitudes, promovendo empatia e compreensão.

Como líder de uma equipe, aprendi que antes de sair dando os famosos “esporros”, o melhor é sempre esfriar a cabeça, chamar a pessoa em particular e sempre perguntar o que está acontecendo.


Outro hábito que adquiri é escutar calada, sem interferir e só depois de minutos de reflexão me manifestar e antes de abrir meu vocabulário é saber se não teria a mesma reação da pessoa que está na minha frente. Nunca aponte o dedo, lembra?


Também tenho uma ideia controversa: Se viu bagunçado, arrume! Não perca tempo ou crie rugas de stress, porque seu coleguinha deixou bagunçado. Quantas vezes eu mesmo lavei todas as canecas que estavam na pia? Quantas vezes meus colegas lavaram meu prato quando saí às pressas para resolver um problema urgente? Atitudes assim falam mais a respeito de quem faz, do que de quem reclama, não acha? Sou organizada e odeio sujeira! O outro, pode não ser tanto, mas contribuir com sua agilidade e inteligência. Somos um todo, não somos únicos.




Demorei muito tempo para entender que a ideia de que, o quê mais nos incomoda nos outros tem um reflexo de mim. É o que meu psicólogo querido chama de “teoria da projeção”. Essa teoria sugere que, ao me deparar com características ou comportamentos nos outros que me irritam ou incomodam, posso estar, de fato, projetando minhas próprias inseguranças, ressentimentos ou características indesejadas.


Você deve estar perguntando o que ganhei com todos esses estudos e reflexões. Poderia falar horas. Mas o que posso dizer é que adquiri com todos exercícios (sim, são coisas que precisam ser praticadas) o autoconhecimento, ajudando na identificação de pontos fracos e na busca por desenvolvimento pessoal. Além de melhorar continuamente como pessoa, praticando à empatia com os coleguinhas.


Mas todo o bônus tem o ônus, não é só flores não. A autocrítica deve ser equilibrada. Críticas excessivas a si mesmo podem levar à baixa autoestima, ansiedade e depressão. É importante misturar autocrítica com autocompaixão. Se amar também é um exercício diário. Só se amando e acreditando no seu potencial é que você vai refletir e permitir que as pessoas te admirem e te amem de verdade!


Vamos crescer um pouco cada dia?



por Edna Loreto

Médica Veterinária

Colunista 

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