cover
Tocando Agora:

Nosferatu

Um Remake de um Clássico Filme de Terror

Nosferatu
Foto Divulgação

A mais nova adaptação do clássico do terror, Nosferatu fala sobre a obsessão de um vampiro por uma mulher. A história se passa na Alemanha, nos anos 1800, e acompanha o rico e misterioso Conde Orlok (Bill Skarsgård), na busca por um novo lar e de seu amor Ellen (Lily-Rose Depp), esposa de Thomas que, desde pequena, é continuamente perturbada por sonhos vívidos e assustadores, que podem se tornar realidade. O vendedor de imóveis Thomas Hutter (Nicholas Hoult), almejando escalar profissionalmente, para dar uma vida melhor para sua amada, é posto à mercê de Orlok, viajando às montanhas da Transilvânia para ajudar na aquisição da nova propriedade do nobre. Lá chegando, Thomas se depara com o mal encarnado.


Elenco: Conde Orlok (Bill Skarsgård), Thomas Hutter (Nicholas Hoult), Ellen Hutter (Lily-Rose Depp), Prof.Albin Eberhart (Willem Dafoe), Emma Corrin (Anna Harding), Aaron Taylor-Johnson (Friedrich Harding).


Diretor e Roteirista: Robert Eggers. Com seus históricos incríveis de filmes, como: A Bruxa, O Homem do Norte e O Farol, aclamados pela crítica e público, por serem bons e únicos.



Nicholas Hoult e Aaron Taylor-Johnson em Nosferatu (2024). Imagem: Divulgação/Focus Features


Sinopse: Passando – se na Alemanha, em meados dos anos 1800, o filme inicia com nossa co-protagonista, Ellen, orando e recebendo uma resposta inesperada, sem saber no que isso poderia afetá-la anos à frente. Em seguida somos apresentados ao seu marido Thomas, que trabalha em uma empresa de imóveis, sendo solicitado para ajudar o Conde, que mora na Transilvânia, a adquirir um imóvel na cidade Wisborg (local onde transcorre a história).


A caminho da Transilvânia, Thomas recebe vários avisos para se afastar do castelo de Orlok, pois lá habitava, segundo os moradores, o mal encarnado. O protagonista ignora os avisos, na ânsia de escalar o seu trabalho e proporcionar uma vida melhor para sua esposa e, devolver o dinheiro que seu amigo Friedrich lhe emprestou. Entretanto, chegando ao castelo do Conde Orlok, percebe que os boatos e os avisos era reais. Passa a viver um pesadelo constante dentro do castelo, até sua fuga, livrando-se, num primeiro momento, do tormento psicológico a que estava submetido. Entretanto, o objetivo do Conde já havia sido conquistado, a casa comprada e, seu destino mais próximo do que nunca.


Ao lado destes acontecimentos, na Transilvânia, Ellen também passa por maus bocados, sendo atormentada por Orlok, noite após noite. Morando na casa dos amigos Friedrich e Anna, enquanto Thomas esta ausente, sua condição começa preocupá-los, levando o casal a chamar um médico para ajudá-la. O médico vendo que seus tratamentos não estão fazendo efeito, decide pedir ajuda ao seu professor, Albin Eberhart, que não era apenas médico, mas, também, um estudante/curioso do ocultismo, mitologias e do sobrenatural (buscando conciliar ciência e o oculto). Após exames e observações, conclui que Ellen que não sofria de algum problema de saúde, mas sim, de uma maldição e, para quebrá-la seria necessário matar o vampiro.


Ao retornar a sua cidade e aos braços de sua amada, lhe é explicado, pelo professor, tudo o que aconteceu em sua ausência. Thomas conta a todos o que ele vivenciou no castelo de Nosferatu e juntos, então, decidem matar a criatura e encerrar o terror que Nosferatu espalhava pelo mundo.




Consideração Final: Para uma releitura de um filme gótico, preto e branco e mudo, é impressionante o que Robert Eggers conseguiu fazer nesse filme, buscando a essência do filme de 1922 e a trazendo para 2025. Com uma trilha sonora muito boa, fotografia incrível, maquiagem impressionante, e atuações incríveis, esse filme é síntese de tudo que um filme precisa para ser bom, ele não inventa a roda e nem descobre o fogo, mas honra e melhora uma obra clássica do cinema, o que não era uma tarefa simples, e mesmo assim o filme é bonito, pesado, agoniante e lhe entrega tudo o que é lhe prometido. Tendo suas duas horas passando rapidamente, que nos prende do início ao fim. Destaque para um final diferente dos filmes em que o bem vence o mal, ele traz uma imagem única e coesa.


Avaliação: 5/5 Mesmo sendo um filme de 2025 ele está concorrendo ao Oscar de filmes de 2024 sendo o melhor filme de terror que assisti no ano. Simples, porém perfeito, jogando na cara de vários filmes que às vezes, menos e mais.



por Gabriel Margraf

Estudante de Medicina Veterinária

Cinéfilo

Colunista

Comentários (0)