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O Medo e o Instinto de Aventura

Um reflexão sobre só e o medo de viver a adrenalina!

O Medo e o Instinto de Aventura
Imagem Internet/Pixabay

Hoje depois de muito tempo, entrei no mar. Um tanto controverso para quem vive na praia, não é? Minha relação com o mar é diferente, gosto de andar na praia, gosto do cheiro, o barulho me acalma, mas tenho medo das ondas. E isso é de bem pouco tempo.


Sei nadar desde os 4 anos, amo água! Nas férias em família sempre visitamos às praias. Sempre fiquei horas dentro d'água, e com o passar da vida vamos adquirindo receios de fazer coisas que eram normais a muito tempo. Engraçado né?


O medo vai te dominando de uma forma que se torna inexplicável. E olha que sou bem aventureira. Paraquedismo, rapel, rafting, sempre fizeram parte da minha juventude. Adoro adrenalina, sempre cercada de muitos amigos, nunca temi nada.


Acredito que adquiri esse receito quando comecei a viver sozinha. Sabe aquele pensamento “se me machucar o que vou fazer?”. Nos tornamos muito zelosos quando não temos ninguém que possa nos assistir. Um dos meus maiores pesadelos é passar mal e não ser encontrada.


Há um tempo, por excesso de trabalho passei mal pela manhã, uma dificuldade respiratória enorme, tentei me acalmar, mas não consegui. Então vi o peso que é a solidão. Sem poder falar mandei mensagem ao meu irmão que mora a 12 horas distante de mim. E de lá, ele conseguiu me ajudar a chegar no pronto atendimento. Foram minutos de muita agonia e bastante reflexão.


Claro que considero uma vitória o fato de ter vencido aquele momento, a sensação é indescritível, mas será que devo mesmo ter esses tipos de receios? Acredito que todo o cuidado é benéfico, mas não deve me limitar, amo meu instinto de aventura.



por Edna Loreto

Médica Veterinária

Colunista

Apresentadora do HotCast

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