cover
Tocando Agora:

Capitão América: Admirável Mundo Novo

Não tão admirável assim...

Capitão América: Admirável Mundo Novo
Imagem Divulgação

Sinopse: Após receber o escudo e o manto de Capitão América, Sam Wilson se encontra cheio de dúvidas e incertezas se é merecedor do título e, para piorar a situação, o general Thaddeus Ross (agora é presidente dos Estados Unidos) está tentando criar um tratado com outros países para lidar com o Adamantium, que foi descoberto (Eternos, de 2021).


Elenco: Anthony Mackie como (Capitão América/Sam Wilson), Harrison Ford como (Thaddeus Ross), Danny Ramirez como (Joaquin Torres/Falcão), Carl Lumbly como (Isaiah Bradley), Tin Blake Nelson como (Samuel Sterns).


Diretor e Roteiristas: Direção de Julius Onah e o roteiro de Dalan Musson, Malcolm Spellman e Matthew Orton.




Sobre o Filme: Iniciamos o filme em uma missão de resgate no México, onde o Capitão América está atrás do Adamantium roubado pela Sociedade da Serpente. Retornando aos Estados Unidos, Joaquin pede para ser treinado como o novo Falcão, Sam então o leva ele para Isaiah (o primeiro super soldado), para iniciar o treino, mas, logo são interrompidos por uma ligação de Thaddeus Ross, convidando-os para uma reunião na Casa Branca. Sam pede para levar Isaiah, pois o seu mentor, mesmo tendo feito grandes coisas pelos EUA nunca havia ido a casa branca.


Na reunião, Thaddeus conversa com Sam dizendo que quer trazer os Vingadores de volta e, que precisava dele para isso. Sam pede um tempo para pensar. Na sequência, o filme apresenta uma reunião onde se encontram diversos representantes de seus respectivos países para decidir o futuro do Adamantium. Ross começa a apresentação do tratado, porém, durante sua explicação começa a tocar uma música “Mr.Blue”( da banda The Fleetwoods), fazendo com que Isaiah e outros guardas do local começam a disparar e tentar matar os representantes e o próprio presidente. Isaiah então foge dali, mas é perseguido por Sam e outros policiais, sendo cercado e preso. Sam promete tirá-lo da prisão e, descobrir o que levou-os a agir daquela maneira, pois seu mentor parecia perdido e confuso. Em continuidade, nos é apresentada uma conversa nada amigável entre Sam e Ross depois dos acontecimentos na Casa Branca e, eles acabam se desentendendo, fazendo com que Sam comesse a agir sozinho, desafiando o presidente. Em busca de resposta ele vai até um laboratório escondido e descobre que e o homem que está por trás de tudo é Samuel Sterns, um homem sedento por vingança.


Depois que o tratado se rompe devido ao atentado, o Japão entra em conflito com os Estados Unidos para dominar o celestial (leia-se Adamantium). Com a chegada de Sam e Joaquin ao teatro de guerra, vemos uma cena de luta no ar para impedir derramamento de sangue (essa talvez seja a melhor cena do filme). Finalmente temos a aguardada cena de Thaddeus, fazendo um discurso e respondendo perguntas em frente à Casa Branca, porém neste cenário, acontecimentos o levam a não se sentir bem, desencandeando a transformação no Hulk Vermelho. Sam então parte para lutar com o Hulk, ao final, convencendo-o que lutar não era o caminho a ser trilhado.




Consideração Final: Por eu ser um leitor fissurado em Marvel fico muito triste em ver esses últimos anos do estúdio no cinema, acumulando uma sequência de filmes ruins, com exceção, é claro, de “Deadpool e Wolverine”. Capitão América acabou não me surpreendendo, pois já imaginava que seria um desastre, o filme não apresenta uma história ou enredo interessantes, com diálogos fracos e sem emoção nenhuma.


Os personagens não são bem utilizados e nem transmitem apego emocional nenhum. As atuações são fracas e, particularmente, nunca achei que o ator Anthony Mackie conseguiria manter um filme sendo protagonista e, infelizmente, esse filme prova que estava certo. O Capitão América, para mim, é um dos piores personagens do filme, com falas clichês e bordões de “tiozão”, estando sempre errado na hora errada, o personagem não acerta em quase nada durante o filme e, quando acerta, a história ou o enredo logo o fazem errar de novo. Harrison Ford faz o papel de um ex-militar que agora é o presidente dos EUA, mais estúpido e antipático da história, além de tomar decisões sem provas ou qualquer embasamento que as torne críveis ao homem médio. Alternando em convidar o Capitão América para reiniciar os Vingadores e, logo em seguida, ordenando sua prisão. O personagem se desnuda muito incoerente e bipolar, diminuindo o nível de atuação (não que Harrison Ford tenha tentado, principalmente para o nível de atuação que ele possui).


Para mim esse filme é uma continuação de Hulk de 2008, que diga-se de passagem, também não é um bom filme. Acredito que se você não se lembra ou não assistiu Hulk, encontrará dificuldades na compreensão total da trama de Capitão América, pois quase tudo nesse filme foi reutilizado ou pego "emprestado" de Hulk. A trilha sonora é inexistente. Devo dizer que são poucas as coisas boas nesse filme, mas cito as cenas de ação e a transformação de Hulk Vermelho (que deve ter sido onde foram gastos os 300 milhões de dólares do orçamento do filme), como divertidas.


Enfim, é um filme triste e sem emoção nenhuma, fazendo com que o novo Capitão América não se sustente, já no início de sua nova jornada.


Avaliação: 1,5/5 Sendo um começo de um novo Capitão América esse filme não traz nada de bom e também não firma um dos pilares da Marvel que é o Capitão América para os próximos filmes.



por Gabriel Margraf

Estudante de Medicina Veterinária

Cinéfilo

Colunista

Comentários (0)