Autismo, E Agora?
[...] O que fazer? Para onde ir? A quem recorrer?
Atualmente muito se fala sobre autismo, pessoas com TEA, direitos e deveres. O assunto, tem meu total amor, carinho e respeito. Afinal, sou uma mãe atípica. O que pouco vejo, em verdade, é falar-se na família, nas mães, pais e responsáveis que “descobrem” tal condição, motivo pelo qual, na minha imensa pequenez, resolvi escrever sobre.
Será este um diário compartilhado, uma mistura de emoções, relatos de mãe atípica, direito e humor?
Acredito que quando da gestação, existe uma idealização do filho(a) “perfeito”, que é “quebrada” quando o diagnóstico vem. Uma gestação planejada, tranquila, sem intercorrências. É literalmente um sonho. Mas como assim? Meu filho(a) tem limitações? O que fazer? Para onde ir? A quem recorrer?
Certamente, grande parte dos responsáveis quando descobrem alguma deficiência, se deparam com perguntas, digamos que, parecidas. Como explica o Dr. Jan Pachnicki, “no convívio com o filho com necessidades especiais ocorrerão várias situações através das quais os pais estarão submetidos a frequentes quadros de rejeição e aceitação, que atuam de forma inconsciente em relação ao filho”.
Como lidar com a deficiência e rejeição? Muitas vezes me perguntei isso. Além disso, importante registrar que sim, o termo deficiência me assolou durante algum tempo e hoje estou mais “acostumada” com ele. Para quem não sabe, a pessoa com TEA é considerada deficiente, conforme o art. 2º, da Lei 12.764/2012.
Hoje, acredito que a informação é a base de tudo. Entender do que realmente se trata, quais profissionais e terapias serão necessários e, principalmente, quais direitos nossos (tão amados) filhos tem são essenciais nessa desafiadora jornada.
Entender que a única coisa que realmente importa pra eles é o nosso amor, carinho e cuidado, também faz muita diferença.
Meus amigos, um grande abraço, nos vemos na próxima.
por Luana Collet

Advogada
Colunista
Apresentadora do Café Com Lei
Comentários (0)