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Consciências sobre o Mês da Mulher!

Um desabafo baseado em situações do dia a dia.

Consciências sobre o Mês da Mulher!
Imagem Internet/Pixabay

Neste mês que se comemora a força da Mulher, gostaria de fazer um desabafo. Sim queridos, sobrinhos. Vou de polêmicas hoje. Gosto de ser independe e descolada, mas a carcaça que visto todos os dias para enfrentar o mundo, às vezes, fica insuportável.


Antigamente a minha profissão era muito masculina e enfrentar o mercado de trabalho não foi fácil. Foram muitas horas de estudos e trabalho árduo para poder demonstrar meu valor. Sempre quis ser cirurgiã e para chegar a isso tive que me masculinizar muito, tomar rasteiras, deboches e aguentar calada, ou pior, por vezes, rir junto. Na relação com os tutores até hoje sinto preconceito, claro que hoje tiro de letra, mesmo me machucando.


A masculinização para poder se tratada de forma igual aos meus colegas fez um estrago muito forte na minha autoestima. E, ser feminina parecia ser um defeito, e o pior, ver uma imposição do mercado pelos atributos físicos e não pela competência. A cura foi através de muita terapia e meditação. Hoje consigo me vestir de forma bem feminina e me afirmar no meu trabalho.


Sobre relacionamentos, assunto que abordo aqui em casa, tenho duas reclamações. A primeira é ser encarada como um objeto, uma boneca inflável, onde meu quadril grande, cintura fina e bunda avantajada me condena a ouvir todo o tipo de absurdo. Outra é porque moro sozinha, então sou tachada de carente, daquelas que estão desesperadas por arrumar alguma companhia masculina para me completar.


Sei que para sairmos de séculos de patriarcado será preciso de tempo. Mas ainda espero novos tempos, o que me deixa esperançosa é poder presenciar o carinho e o respeito que os meninos demonstram com suas relações. Acredito muito nessa mudança. Que as minhas sobrinhas tenham um futuro melhor.



por Edna Loreto

Medica Veterinária

Colunista

Apresentadora

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