Autismo: Lidar Com A Rejeição
[...] como é lidar com o fato da criança ser excluída por crianças maiores e, até mesmo, por adultos?
Semana passada iniciamos nossa “coluna semanal” falando sobre os responsáveis que descobrem que seu filho tem autismo. Para alguns, não é novidade, uma vez que já sabem que a criança é diferente, percebem através do comportamento, acompanhamento médico, escola infantil, etc. Mas, muitas vezes (como no meu caso) receber o diagnóstico é (foi) um alívio!
“Entender” o motivo das diferenças, do comportamento, das limitações e sair daquele limbo é libertador! No entanto, após diversos questionamentos, laudo, acompanhamento, etc., como é lidar com o fato da criança ser excluída por crianças maiores e, até mesmo, por adultos?
Nossos filhos, tão importantes para nós... Como assim que alguém não quer a companhia dele? Como uma outra criança não quer brincar, apenas pela “diferença” (falo diferença, pois, algumas, ainda não sabem que aquilo que fazem é preconceito)?
Agradeço a Deus, meus guias, anjo da guarda, estrelas do céu, gnomos e duendes pelo fato do meu filho não ter passado situações assim, mas me solidarizo àqueles responsáveis que já passaram por isso. Como menciona a Psicóloga Flavia Carnielli “Entender o que a criança sente e quais são as suas dificuldades e preocupações é fundamental”.
Os adultos podem (e devem!) manifestar sempre seu amor, com atenção e atitudes carinhosas que valorizem a criança, suas habilidades e conquistas, a fim de que ela ganhe segurança, autoconfiança e autoestima, tornando-se um adulto que goste de si mesmo e confiante.
Compartilhar o ocorrido com os terapeutas, elaborar as situações e ensinar sobre empatia com o outro são ações muito necessárias.
Meus amigos, um grande abraço, nos vemos na próxima.
por Luana Collet

Advogada
Colunista
Apresentadora do Café Com Lei
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