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Reflexões Sobre Amor Próprio

[...] Seria achismo da minha parte crer que tenho este segredo...

Reflexões Sobre Amor Próprio
Reflexões Sobre Amor Próprio (Foto: Reprodução)

O amor é um rebento, uma explosão, mas também a correnteza de um rio, que seguirá sem nossa prévia autorização. Não importa quanto tempo leve, segundos podem ser eternidades, eternidades podem ser segundos, tudo dependerá de como o seu pensamento e o seu coração conseguiram bater no mesmo compasso.

Muitos amores já seguiram seu curso, ainda bem, afinal a vida é bonita demais para vivermos pelos cantos aos prantos ou deixando de seguir em frente, em razão de uma desilusão. Eu sei, não somos fortes o tempo inteiro, mas as circunstâncias nos colocam à prova e desistir da felicidade não é uma opção. Reinventar-se é um bem necessário para o próprio controle, colocar-se em primeiro lugar também, isso é amor-próprio, que fala.



Ah, o amor, para alguns apenas um substantivo abstrato, para outros, mas principalmente para mim, um ato de resistência. O amor é feito para corajosos, dá uma mão de obra danada, mas se for vivido, cuidado, regado, pintado, será uma obra de arte. Os medrosos não sabem amar, esquece. Nem os egoístas, tóxicos e narcisistas. O amor não dá para ser pela metade, o amor é corpo e é alma, não precisa ser bonito por fora, mas se não tiver beleza por dentro, morre.

Mas é o amor-próprio, onde ele fica? Seria achismo da minha parte crer que tenho este segredo, na verdade não sei muito bem onde ficam as linhas tênues que separam o egoísmo do amor-próprio, o amor-próprio do amor carnal, o amor carnal do amor universal.

Aceitar finais de ciclos, só o relógio da parede do meu quarto sabe, o quanto passamos juntos para nos reerguer. Uma coisa eu fui obrigado a aprender, tive que escolher a mim e me afastar de pessoas que amei para que eu não sucumbisse, foi o maior ato de amor-próprio que tive na vida, me auto respeitar. Me deixou mais próximo de mim, me deixou mais forte, porque as porradas da vida são continuas, elas nunca param, não é verdade.

Mas, muito prazer, continuo vivo.


Por 
Jeff Soares

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