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Autismo e Equoterapia

Um mundo de novos benefícios para crianças autistas!

Autismo e Equoterapia
Imagem Internet

Recentemente me deparei com a possibilidade de iniciarmos a equoterapia e, por não entender muito sobre, resolvi ampliar minhas pesquisas.


Descobri que a equoterapia teve início no Brasil em 1989, sendo uma terapia assistida por cavalos e que a expressão vem da junção de dois termos: o latino equuse, o grego therapeia tendo sido criada em 1989, pela Associação Nacional de Equoterapia. Além disso, apesar de advogada, descobri que a Lei 13.830 (que trata sobre a prática da equoterapia) afirma em seu art. 2º que tal terapia “É um método de reabilitação que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência”.


Também é importante registrar que durante as sessões de equoterapia, a criança receberá estímulos que a ajudarão a conviver com as dificuldades observadas em crianças com autismo, uma vez que, “o deambular do cavalo é o mais próximo do caminhar humano, tendo somente 5% de diferença”. Entre elas, o estímulo afetivo que o cavalo proporciona, uma vez que é um animal dócil, que aceita afagos e reage a essa interação. Somado a isso, os estímulos à mobilidade física que o ato de montar a cavalo desempenha, fato que estimula o desenvolvimento da neuromotricidade, aspecto fundamental para melhor desempenho das habilidades sociais e escolares.




Outro aspecto importante a ser considerado na equoterapia é a necessidade de atenção aos comandos e ao manejo com o cavalo, o que contribui de maneira bastante significativa para a necessidade de a criança com TEA superar suas dificuldades em socializar e se expressar com o meio que a cerca.


Segundo Cuervo, as sinapses neurais são estimuladas por neurotransmissores e neuromoduladores, e a equoterapia atua diretamente nessa estimulação. Ela libera hormônios tais como serotonina, endorfina, adrenalina, dopamina e noradrenalina. Há fixação da atenção, habilidades cognitivas, habilidades sociais e o mecanismo de conscientização são estimulados por essas áreas cerebrais ativadas.


Conforme o estudo de Silveira e Wibilingue, os movimentos do praticante tornam-se mais seletivos e coordenados, aumentando a estabilidade e melhorando os padrões do movimento. Isso ocorre devido ao alinhamento postural que é associado ao ajuste tônico; é importante também na estimulação proprioceptiva que ocorre devido a estabilização da cintura escapular, dos membros superiores.


Portanto, é evidente destacar a melhora positiva que a prática de equoterapia oferece aos pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Devido a grande quantidade de estímulos que é proporcionado ao praticante, através do uso do cavalo como um instrumento terapêutico. Embora a equoterapia seja é um método novo em nosso meio, claramente entende-se os inúmeros benefícios de tal prática.


 Meus amigos, um grande abraço, nos vemos na próxima.



Luana Collet

Advogada

Apresentadora do Café com Lei

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