Mickey 17
Um filme de Ficção científica e comédia recheado de críticas exaustivas!
Sinopse: Mickey é um cara sem família ou pessoas que se importam com ele, fugindo da terra e se colocando em uma viagem para outro planeta. Como “Descartável” o personagem passa por várias experiências de morte, para que a humanidade possa colonizar um novo planeta.
Elenco: Robert Pattinson como (Mickey Barnes), Naomi Ackie como (Nasha), Toni Collette como (Ylfa), Mark Ruffalo como (Kenneth Marshall), Steven Yeun como (Timo).
Direção e Roteiro: Bong Joon Ho de Parasita e Expresso do Amanhã.
Introdução: Mickey e Timo estão devendo para um mafioso e são ameaçados de morte, como eles não tem o dinheiro para pagar sua dívida, decidem fugir e entrar em uma nave que colonizará um outro planeta. Mickey se alista como ’Descartável”, uma função muito importante para a nova colonização. Sendo, nada mais, do que um rato de laboratório, “morrendo” diversas vezes e de diferentes formas, para que os humanos da nave consigam produzir vacinas, desenvolver novas tecnologias entre outras coisas, que ajudarão na colonização do novo habitat. Mickey então conhece Nasha uma “Policial” da nave, eles começam a se relacionar e namorar com ambos fazendo de tudo um pelo outro.

Mickey, toda vez que morre, é “reimpresso” em um mecanismo que tem todos os seus dados corporais e suas memorias atualizadas. Após uma missão Mickey cai em um buraco e é dado como morto, mas é salvo pelos habitantes do planeta. Regressando à nave, ele acaba se deparando com um outro Mickey, o de número 18. Após brigarem e discutirem, conseguem chegar a um acordo.
Kenneth Marshall (um político que fracassou na terra), é o comandante da nave colonizadora, amparado por sua esposa Ylfa, igualmente idiota e maluca, toma decisões horríveis para o futuro dos tripulantes da nave colonizadora e do planeta. Quando os terráqueos capturam um dos habitantes do planeta, a nave começa a ser cercada e, prestes a ser destruída. Mas os Mickey 17 e 18 tem um plano para salvar a criatura e a nave, para que possam viver em harmonia no mesmo planeta.
Consideração Final: O filme é claramente uma crítica política, com vários pontos que nos coloca à análise “para onde vamos como seres humanos” e, até onde queremos e devemos ir. Seremos capazes de fazer reimpressões de humanos apenas para sacrificá-los logo em seguida?!
A temática apresentada, de forma diferente e divertida, mistura ficção científica com comédia e sátira, com atuações muito boas, especialmente do ator Robert Pattinson, que faz várias versões dele mesmo, porém, com personalidades distintas. Mark Ruffalo e Toni Collette estão muito bem apresentando vilões caricatos, extravagantes e até mesmo estúpidos, ao mesmo tempo que são engraçados e sádicos.
O filme é muito bem escrito e coeso. Não deixa pontas soltas percebíveis e, apesar de ser mais um filme de Bong Joon Ho que apresenta críticas sociais, políticas ou sobre o capitalismo, esta película tem sim o seu carisma. Ressalvo, contudo, que ele precisa fazer outros tipos de filme, sob pena de incidir na mesmice político ideológica.
Avaliação: 3/5 Apesar de não encontrar grandes defeitos técnicos no filme, como um todo, é mais uma película de crítica do diretor e, que apesar de ser divertido e carismático, apresentando uma nova forma de colocar ficção com crítica e comédia, não se destaca ao ponto de memória. É um filme que não será lembrado, por sua própria ânsia de optar por todas as batalhas.
Me deixou com a sensação de ser um bom passatempo, mas o filme deixa um ar de sessão da tarde, com relevância exacerbada na avaliação social e humana. Legal, porém meio perdido na sequência interminável de críticas, o que acaba cansando, ao ponto que, às tantas apresentadas não imprimem o devido valor.
Gabriel Margraf

Estudante de Medicina Veterinária
Cinéfilo
Colunista
Comentários (0)