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As vivências na Umbanda e os Desafios de se Cuidar em Casa e no Terreiro

[...] Cuidar de si é também honrar os guias que caminham com a gente.

As vivências na Umbanda e os Desafios de se Cuidar em Casa e no Terreiro
Imagem Internet

A Umbanda é uma religião brasileira, nascida no início do século XX, que carrega em si a força da ancestralidade africana, a sabedoria indígena, elementos do catolicismo popular e a comunicação espiritual do espiritismo kardecista. É uma fé viva, pulsante, que acolhe corpos, histórias e dores, oferecendo caminhos de cura, transformação e resistência.


No centro da Umbanda estão os orixás — forças da natureza que guiam, protegem e ensinam — e os guias espirituais, como os Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças e Exus, que trabalham através dos médiuns para orientar e amparar quem chega ao terreiro em busca de respostas, alívio ou reconexão com o sagrado.


Mas viver a Umbanda vai muito além das giras e dos rituais. É um compromisso diário com o autocuidado, com o equilíbrio energético, com o respeito à espiritualidade e às pessoas que formam essa comunidade sagrada. E é justamente sobre isso que refletimos neste episódio do nosso podcast: As vivências na Umbanda e os desafios de se cuidar em casa e no terreiro.




Para nos ajudar a mergulhar nesse tema, recebemos RAX DA UMBANDA - Produtor multimídia e Humorista, criador das tirinhas da Médium Poxa e pintor mediúnico, membro da Tenda Umbandista São Miguel Arcanjo, praticante da Umbanda, que compartilhou com sensibilidade e profundidade sua trajetória, seus aprendizados e os desafios que enfrenta para manter o axé e o bem-estar tanto dentro quanto fora do espaço sagrado do terreiro.


Falamos sobre o primeiro contato com a religião, os ritos de iniciação, o acolhimento das entidades e os valores que a Umbanda ensina — como a humildade, a caridade, o amor ao próximo e o fortalecimento da coletividade. Conversamos também sobre como os cuidados espirituais — como banhos de ervas, defumações, firmezas e orações — podem ser integrados à rotina em casa, mesmo em meio à correria da vida cotidiana.


E, claro, discutimos a importância de reconhecer a Umbanda como um ato de resistência. Resistir ao racismo religioso, à intolerância e à desinformação é parte essencial da vivência umbandista. Mas também é resistência cultivar o cuidado, a escuta, o silêncio, o axé — mesmo quando o mundo insiste em nos atravessar com dores.


A Umbanda é, acima de tudo, uma religião de acolhimento. E o terreiro, quando conduzido com ética e amor, é um espaço de cura coletiva e profunda. Um lugar onde o corpo dança, o espírito se renova e a ancestralidade se faz presente.


Se você está começando na Umbanda, sentindo o chamado ou buscando entender melhor essa fé, saiba que essa caminhada é feita passo a passo, com humildade e coração aberto. E, como nos disse nosso convidado: “Cuidar de si é também honrar os guias que caminham com a gente. É manter o corpo firme para que o espírito possa florescer.”


Axé!



Liziane Borges

Psicopedagoga

Colunista

Apresentadora do Cabaré, Baile da Preta

e Agô Podcast


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