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Tocando Agora:

E Quando Não é Legal?

[...] muitas mulheres se sentem assim em situações de violência.

E Quando Não é Legal?
Imagem Internet/Unsplash

Oi, meus sobrinhos! Aqui é a titia de novo, pronta para dividir mais uma história com vocês. Hoje, no entanto, a coisa vai ser um pouquinho diferente. Embora eu adore compartilhar minhas aventuras e prazeres, hoje vou tocar em um assunto delicado que aconteceu comigo alguns anos atrás. Vamos lá?


Estava eu, recém-separada e animada para explorar o mundo das "novas oportunidades". O meu primeiro contato com o Tinder foi como abrir um baú cheio de tesouros e surpresas! Conversamos por alguns dias e, oh, que delícia! Ele parecia ser um gentleman, com papo leve e envolvente. A empolgação era contagiante! Então decidimos nos encontrar para almoçar.


Pode-se imaginar o clima: aquela expectativa, a química entre a gente... Depois do almoço, a ideia de ir a um motel surgiu. E aí, queridos, a coisa começou a ficar estranha. Ele me levou até uma garagem, e não um motel tradicional como eu esperava. Já comecei a achar tudo meio esquisito, mas vamos adiante, né?


Antes mesmo de sair do carro, ele soltou um pedido que me deixou perplexa: que eu chupasse. Sim, sem um beijo, sem aquele cuidado básico. Ah, torres de stroopwafels! O que estava acontecendo ali? Tentei entrar no jogo, mas acabei engasgando várias vezes. Foi aí que a insegurança começou a tomar conta de mim.


Assim que descemos do carro, pensei: "Agora vai melhorar." Mas não, queridos! Ele me jogou na cama de um jeito que eu nunca imaginei. E quando eu disse "não", achei que, pelo menos, uma boa conversa iria fazer diferença. Mas, ah, como os homens podem confundir "gosto de pegada" com "faça o que quiser".


Naquele momento, travei. Não consegui correr, não consegui gritar. E aí que mora a tristeza: muitas mulheres se sentem assim em situações de violência.


Quando cheguei em casa, estava me sentindo tão suja que, mesmo um banho de três horas, eu ainda me sentia mal. Mas aqui vai a parte da esperança: dessa experiência triste ficou a promessa de que sempre vou conhecer melhor as pessoas antes de me deixar levar. E prometi que nunca mais iria admitir ser tratada dessa maneira.


Então, sobrinhos, lembrem-se: nunca é demais falar sobre o que sentimos e o que queremos. A comunicação é chave, e devemos sempre nos respeitar. E se algo não parecer certo, corram! A vida é valiosa demais para sermos tratadas de qualquer jeito.




Edna Loreto

Médica Veterinária

Colunista

Apresentadora

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