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A Arte de Ser Grato

[...] mesmo nas segundas-feiras chuvosas...

A Arte de Ser Grato
Imagem Internet/Unsplash

Ah, a lei da atração e suas vibrantes promessas! Eu sou uma prática entusiasta desse conceito. Já faz anos que mergulhei nesse universo de positividade, vibrações altas e gratidão. Na teoria, tudo é lindo. A gente visualiza, mentaliza e, plim! As coisas boas chegam como se estivessem à porta, esperando ansiosamente para serem abertas. Mas, e quando a vida resolve me dar uma rasteira bem na segunda-feira de manhã?


Vamos lá, meu amigo! O despertador toca, eu abro os olhos e, ao olhar pela janela, a cena que se apresenta é digna de um filme dramático: chuvas torrenciais, talvez até com relâmpagos! E o que eu faço? A primeira coisa que me vem à cabeça é um sonoro “será que o universo está de sacanagem comigo?”. O ideal seria olhar pra esse céu cinza e pensar: “Gratidão, São Pedro! Você trouxe um pouco de frescor para esse mundo!”. Mas, convenhamos, nem sempre é tão fácil.


Nesses dias, a gente tenta se lembrar de todas aquelas lições sobre como a gratidão atrai coisas boas, mas parece que a nossa mente decide fazer uma reunião de emergência e simplesmente ignora todo o conhecimento acumulado. É como se eu tivesse um mini-saudade da reclamação. Sim, eu admito: tem dias que é maravilhoso ser grato, mas às vezes eu só quero reclamar e não sou perfeita, okay?


A verdade é que mesmo os mestres da lei da atração têm seus dias de “ai, que saco!”. Então, antes de seguir para o desespero, decidi que era hora de abraçar essa dualidade da vida. Como saber das coisas boas sem passar pelas ruins? Bem, eu estou aqui para dividir algumas ideias divertidas!




Primeiro, permita-se sentir. Sim, eu sei que a gramática da gratidão diz que devemos apenas enxergar o lado bom, mas o que dizer dos nossos sentimentos? Sabe aqueles momentos em que a gente só quer enfiar a cara no travesseiro e gritar? Vá em frente! É necessário. Depois, quando a tempestade passar (literalmente e figurativamente), você pode olhar para isso e refletir: “O que aprendi com isso?” ou “Como isso me fortaleceu?”.


Depois, claro, vem o clássico – a famosa lista de gratidão. Mas não precisa ser nada elaborado! Que tal fazer uma lista divertida, começando com: “Eu sou grato por ter um guarda-chuva que ainda funciona”, ou “Sou grato pelo chocolate escondido no fundo da minha bolsa”? Essa pequena mudança de foco faz maravilhas! Afinal, quem pode resistir a um bom pedaço de chocolate em um dia chuvoso?


E outra coisa, meus amigos: as metas! Se eu não tiver um plano de ação para lidar com a frustração, ela definitivamente se acomoda na minha mente como um visitante indesejado. então escreva metas simples! Algo do tipo: “Hoje vou dançar ao som da chuva” ou “Vou fazer um bolo só para mim”. Isso transforma qualquer segunda-feira chuvosa em uma oportunidade de criar algo especial! Quem precisa de sol quando se tem farinha e açúcar?


Por fim, eu diria que é tudo uma questão de equilíbrio. A vida é feita de altos e baixos e, às vezes, precisamos passar pelas águas turvas para chegar a uma correnteza mais tranquila. Por isso, encare cada dias difíceis com um sorriso, sabendo que eles também têm seus propósitos. Façam piadas internas, riem de si mesmos, e nunca esqueçam que um dia chuvoso é só mais uma fase do espetáculo chamado “vida”.


Então, da próxima vez que o universo te der chuvas na segunda-feira, abrace a dança da chuva, faça seu chocolate derretido, e aproveite a jornada de ser humano – com todas as suas nuances! Porque no fim das contas, ser grato por tudo não significa ignorar o que nos incomoda. E podemos sim viver intensamente em meio a tudo isso, sendo gratos e, porque não, um pouco reclamões de vez em quando!


Agora, que venha a chuva! 




Edna Loreto

Médica Veterinária

Colunista 

Apresentadora

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