cover
Tocando Agora:

Minha Relação Com O Prazer

Vou contar um segredinho...

Minha Relação Com O Prazer
Imagem Internet/Unsplash

Oi, meus amores! Hoje eu quero compartilhar com vocês um pouco sobre a minha relação com o prazer. Sabe, às vezes eu fico pensando se isso é algo compulsivo. Já me imaginei em um mosteiro budista, meditando e fazendo abstinência de orgasmo. Que vida maluca, né? Mas a verdade é que, quando estou doente ou sem tempo, consigo ficar alguns dias sem gozar. Embora esses momentos sejam raros.


Vou contar um segredinho: acho que minha necessidade de sentir toda essa liberação vem dos "gatinhos" que passei na vida. Tem uma época em que eu era viciada em adrenalina! Gente, eu saltava de paraquedas, ia em pendulo, fazia rapel e tirolesa; era tudo muito emocionante e essa descarga me fazia sentir tão viva! E foi nessa fase louca que levei minha experiência sexual a outro nível e conheci o fascinante mundo do BDSM. Tive a sorte de ter ao meu lado alguém muito especial, que topava acompanhar todas as minhas aventuras. Era o meu primeiro amor, meu maior parceiro de loucuras e o meu primeiro DOM. Sério, foi uma fase incrível!


Ah, mas a vida, como sempre… me presenteou com um ano e meio ao lado dele, até que, de repente, ele partiu. Isso me deixou tão fechada. Acabei entrando em um casamento tradicional que durou 11 anos e, pasmem, o meu ex-marido não gostava de sexo! No começo, eu achei que isso era até bom. Uma forma de respeitar meu luto e de certa forma me castigar, reprimindo uma das coisas mais deliciosas da vida. Mas, com o passar do tempo, essa pulguinha no meu ouvido virou um elefante gigante! 


E aí, meus queridos sobrinhos, foi como se eu despertasse de um longo sono. Comecei a cuidar de mim, a me sentir bonita, a me arrumar – e adivinha? Minha libido voltou com tudo! Quando percebi isso, o elefante desmontou meu castelo! Meu divórcio foi o meu grito de liberdade. A liberdade que eu tenho agora para sentir prazer é maravilhosa! E poder estar com quem eu quero, me entregar de corpo e alma, é sensacional! 


Hoje, conhecer meu corpo, apreciar minhas imperfeições e sentir-me bonita realmente me traz muita felicidade. E olha, não foi de um dia para o outro, viu? Foi através de muita terapia e meditação. Agradeço todos os dias por essa jornada. Porque se permitir ser feliz é um ato de amor próprio, e todo mundo merece isso!


Então, lembrem-se, meus queridos: a vida é curta demais para não se permitir sentir, amar e aproveitar cada momento! Vamos juntos celebrar a liberdade e o prazer!




Edna Loreto

Médica Veterinária

Colunista 

Apresentadora

Comentários (0)