Show de Despedida de Ozzy se torna o Maior Evento Beneficente da História
Obrigado, Ozzy!
Na última terça, dezessete dias após o concerto Back to the Beginning, o príncipe das trevas deixou esse mundo para surpresa de todos os fãs. Mas como prova se seu legado, seu show de despedida ao lado do Black Sabbath se tornou o maior evento beneficente da história. O que começou como o adeus de Ozzy Osbourne, terminou com o fortalecimento da crença de que o Rock n’ Roll pode mudar o mundo.
Anunciado com meses de antecedência, o show de despedida reuniu um verdadeiro panteão do rock. Ao lado de Ozzy estiveram Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward — a formação original do Black Sabbath — além de participações especiais de nomes como Metallica, Guns n’ Roses, Anthrax, Steven Tyler, Ron Wood entre tantos outros.
Mais de 40 mil pessoas lotaram o Villa Park em Birmingham, com transmissão ao vivo para todo o mundo para 6 milhões de espectadores.
O PODER DO ROCK PARA FAZER O BEM
Todos os lucros do evento — incluindo ingressos, merchandising, parcerias com streamings, doações espontâneas e a venda de um NFT exclusivo de Ozzy — foram destinados à caridade. O montante arrecadado ultrapassou 200 milhões de dólares, quebrando o recorde anterior que pertencia ao Live Aid, de 1985. A magnitude do evento não estava apenas no espetáculo ou no peso simbólico da despedida, mas no impacto concreto que ele gerou no mundo real.
Ozzy sempre foi um anti-herói. O cara que não queria ser perfeito e sua honestidade com isso era louvável. Mas, aos 76 anos e com o corpo fragilizado pelo Parkinson, ele mostrou que a verdadeira rebeldia é usar a própria dor como combustível para ajudar os outros.
Mais do que o fim da carreira de um ícone, o show de despedida de Ozzy Osbourne foi um manifesto de que o Rock ainda tem alma. Que mesmo os monstros do metal têm coração — e batendo forte. Ozzy pode ter deixado os palcos e esse mundo, mas sua última performance provou que o verdadeiro Rock não é apenas barulho: é um grito coletivo que ainda pode transformar dor em solidariedade.
Se este foi mesmo o fim, que seja lembrado como o mais nobre dos finais: com o som no talo, o mundo em chamas — e a esperança renascendo, entre riffs e gestos de compaixão.
Esse é o Rock n’ Roll que eu acredito!
Jeff Soares

Músico
Jornalista
Apresentador do Aqui de Casa Podcast
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