Black Pantera em Pelotas
Banda brasileira anti-racista que já subiu aos palcos do Rock in Rio, Primavera Sound e Lollapalooza esteve no Rio Grande do Sul nesta semana!
Neste mês de agosto a banda mineira Black Pantera se apresentou no estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre e pela primeira vez em Pelotas e Santa Maria. O evento pelotense é uma produção do Estúdio Bokada, coordenado pelo nome lendário na cena do underground gaúcho, Marcelo Rubira.
A banda subiu ao palco do Galpão Satolep (15/08) acompanhada da pelotense Between The Apes, a rio-grandina Escöria e a porto-alegrense No Rest, esta que também acompanha os shows de Porto Alegre (14/08) no Opinião e Santa Maria (16/08) no Gárgula Bar.
A formação composta pelos irmãos Charles da Gama (vocal e guitarra) e Chaene Gama (baixo e vocal) e o baterista Rodrigo Pancho vêm à região pela sua turnê “Perpétuo Tour” divulgando seu quarto álbum de estúdio, “Perpétuo”.
O grupo de Hardcore Punk e Thrash Metal é conhecido pelo seu ativismo social contra o racismo e por usar a música como ferramenta de denúncia, resistência e transformação. São expoentes da cena brasileira de metal e vem ganhando cada vez mais espaço em palcos nacionais e internacionais.

Para perceber a influência cultural e social da banda basta observar o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024: "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil" onde os trabalhos da banda motivaram diversos vestibulandos a citarem os músicos em seus textos. A respeito deste fato a banda citou a música Candeia em suas redes sociais "mesmo sem diploma, tamo fazendo escola”, frase esta que também dá título ao evento promovido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), uma conversa com a banda, que ocorreu no mesmo dia do show (15/08), no Auditório da Reitoria, Campus Anglo.
Mesmo com todos os avanços, ainda vivemos um tempo em que é preciso reafirmar, em alto e bom som, a luta contra o racismo, a desigualdade e as injustiças sociais — aqui e fora do país. O Black Pantera não só entende isso, como transforma essas lutas em arte viva. Fazem música com propósito, levando mensagem onde muitos se calam. E seguem firmes, porque se a escola é a rua, como dizem, a aula ainda está só começando.
Martin Tejera

Colunista
Músico Professor
Artista Gráfico
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