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Duda e Ana Patrícia

Medalha de Ouro no Vôlei de Praia em Paris 2024

Duda e Ana Patrícia
Duda e Ana Patrícia (Foto: Reprodução)

Eduarda Santos Lisboa e Ana Patrícia Ramos se tornaram a segunda dupla feminina brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio na história dos Jogos Olímpicos. Agora, elas se juntam a Jackie Silva e Sandra Pires, campeãs em Atlanta 1996. Campeãs de tudo (Jogos Olímpicos da Juventude, Mundial, Jogos Pan-americanos), Duda e Ana, depois de 28 anos da primeira conquista Brasileira, somam o ouro Olímpico a sua vitoriosa carreira.

As brasileiras mostraram poder de reação para buscar uma virada no primeiro set. Na segunda parcial, Duda e Ana Patrícia abusaram dos erros na reta final do set e viram as canadenses empatarem à partida. A vitória veio no tie-break, com a dupla do Brasil sendo eficiente nos ataques.


Foto: Luiza Moraes/COB

Duda nasceu em Aracaju, capital do Sergipe, e, desde pequena, cresceu acompanhando o vôlei de praia, graças à mãe, Cida (jogadora de vôlei de praia profissional). Começou de fato no esporte aos 9 anos e chamou muita atenção como juvenil. Aos 14 anos, foi campeã mundial sub-19 e ainda competiu, no mesmo ano, em categorias até o sub-23.

Como profissional, a sergipana formou dupla com a também medalhista olímpica Agatha Bednarczuk, prata no Rio-2016. As duas começaram a jogar juntas em 2017 e disputaram as Olimpíadas de Tóquio. No entanto, Agatha e Duda acabaram eliminadas nas oitavas de final. Em 2022, Duda voltou a formar a dupla com Ana Patrícia, e as duas dominaram o circuito desde então.

Diferente de Duda, Ana Patrícia começou no vôlei de praia mais velha, com quase 15 anos, afinal, nasceu na cidade mineira de Espinosa, onde não tem mar. A Brasileira de 26 anos jogou os mais variados esportes na infância e até que, em um jogos escolares, quando disputava apenas futsal e handebol, foi chamada para um teste no vôlei de quadra, mesmo sem disputar a modalidade porque na sua escola não formavam times.

O convite veio porque Ana ficava assistindo às partidas todos os dias após seus jogos, mas tinha um porém, era em outra cidade. Para fazer o teste em Betim, também em Minas, ela teve que pedir para mãe a autorização, que não veio. Cinco minutos depois, a mãe ligou e disse que teria um compromisso nessa cidade, então, poderia acompanhá-la.

Aprovada, logo se mudou para o vôlei de praia, quando conheceu Duda no seu primeiro ano na modalidade. Juntas, foram campeãs dos Jogos da Juventude. O tamanho de Ana Patrícia chamava muita atenção e, aos poucos, ela ia refinando sua técnica no vôlei. No adulto, a mineira passou a jogar com Rebecca Cavalcante a partir de 2017 e, em 2021, as duas disputaram as Olimpíadas de Tóquio, parando nas quartas de final. Depois do Japão, Ana Patrícia reencontrou sua parceria dos Jogos da Juventude e conseguiu, pela primeira vez, uma medalha olímpica.

Obrigado, Meninas!


por
Edna Loreto
Médica Veterinária e Escritora

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