Liniker no Grammy Latino: Quando o Brasil Canta Mais Alto
O anúncio dos vencedores acontece em 13 de novembro!
Todo ano, quando a lista de indicados ao Grammy Latino aparece, o coração do Brasil dá aquele salto: quem vai carregar nossa bandeira até o tapete vermelho? Em 2025, esse posto têm nome, corpo e voz ( e é de Liniker). Com sete indicações, ela não apenas lidera entre os brasileiros, mas também marca presença nas categorias mais disputadas, aquelas que realmente definem o mapa da música latina hoje.
Não é pouca coisa. Liniker está em disputa por Álbum do Ano, Gravação do Ano e Canção do Ano, ao lado de gigantes da música mundial. Além disso, aparece também nas categorias específicas de língua portuguesa, como Melhor Álbum Pop Contemporâneo, Melhor Interpretação Urbana, Melhor Canção e até Melhor Engenharia de Gravação. É quase um “strike” no boliche do Grammy.
Mas o que isso significa, além de um brilho nos olhos da artista e um orgulho coletivo para nós? Significa que a música brasileira continua viva, plural e pulsante. E mais: que ainda há espaço para projetos como Caju, um álbum inteiro, coeso, pensado como obra, em tempos em que muita gente aposta só em singles rápidos para estourar no streaming. Liniker aposta na narrativa, no conceito, na densidade artística ( e está sendo reconhecida por isso).

The Latin Recording Academy/Liniker em 2022
Também não dá para ignorar o peso simbólico dessa presença. Liniker é uma mulher negra e trans, e sua chegada a esse espaço, no centro das maiores premiações da música, é mais do que vitória pessoal: é coletiva. É representatividade que inspira e abre portas, que mostra que o Brasil pode se projetar para o mundo de forma diversa, sofisticada e contemporânea.
Claro, a disputa é dura. As categorias são ferozes, cheias de artistas latinos consagrados, e não há garantia de vitórias. Mas só estar ali já é monumental. É um recado: a nova música brasileira não pede licença, ela chega para ocupar lugar. Se vai ganhar? Não sei. Mas se o Grammy realmente busca premiar arte que une qualidade técnica, potência estética e relevância social, Liniker tem tudo para sair do palco com mais do que aplausos ( com troféus nas mãos).
E cá entre nós: já não era hora do Brasil voltar a cantar mais alto no Grammy?
Ninha Sousa

Colunista
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