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Se Autoproclamar Cristão Não É Selo de Superioridade

[...] a “autoproclamação cristã” como selo de superioridade moral

Se Autoproclamar Cristão Não É Selo de Superioridade
Imagem Internet/Unsplash

Nas redes sociais acontece um fenômeno muito curioso — e perigoso — que se espalha silenciosamente: a “autoproclamação cristã” como selo de superioridade moral. Não se trata da fé sincera, da espiritualidade silenciosa, ou da vivência do amor ao próximo que Jesus pregava. Trata-se do uso da palavra “cristão” como rótulo, escudo e, muitas vezes, arma.


Nas discussões políticas ou nas conversas do cotidiano, muitos parecem ter esquecido que ser cristão não é um título, mas um exercício diário de humildade, empatia e compaixão. Ainda assim, há quem se apresente como “servo de Deus” apenas para julgar, impor, humilhar ou justificar preconceitos. É o cristianismo de fachada — aquele que grita sobre moral enquanto silencia diante da injustiça.


A contradição é gritante: quem mais se diz “ungido” muitas vezes é quem menos escuta, quem menos acolhe, quem mais se sente no direito de apontar o dedo. A fé virou distintivo, e não transformação. O amor virou discurso, e não pratica. E o perdão, que deveria ser o centro, virou moeda rara. Ser Cristão não é subjugar o caráter do outro, não é passe livre para o preconceito e a violência.


No fundo, é fácil vestir o manto da fé; difícil é carregar o peso da coerência. Ser cristão não é postar versículos ou citar o nome de Deus em vão — é agir com bondade quando ninguém está olhando. É compreender que não há superioridade em crer, apenas responsabilidade.


Sou Umbandista, mas não canso de repetir, acredito na doutrina filantrópica de Jesus Cristo, que para mim pregou e ensinou a amarmos uns aos outros. Este Cristo punitivo e opressor que pregam por ai, não é o que conheço.






Jeff Soares

Músico

Jornalista

Apresentador do Aqui de Casa Podcast

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