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Nikolas Ferreira (PL_MG) ataca Educação Ambiental

Equivocado como sempre!

Nikolas Ferreira (PL_MG) ataca Educação Ambiental
Foto Divulgação

Em mais uma de suas posições equivocadas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ataca a Educação Ambiental nas Escolas. Um dos argumentos recorrentes do deputado é a acusação de que há “doutrinação” nas escolas e nas universidades, especialmente a partir de visões consideradas de esquerda ou de “agenda identitária”.


A Educação Ambiental — que envolve valores de preservação, sustentabilidade, crítica aos modelos econômicos predatórios — pode ser percebida por ele ou por sua base como parte de uma “agenda ideológica” que divergiria de uma visão “tradicional”, “agrária”, “agro-base”, ou alinhada ao agronegócio. De fato, ele mesmo já afirmou que “60 % do material didático no país coloca o agro como algo negativo e pejorativo”. Logo, ele pode ver a inclusão ou ênfase da educação ambiental como um instrumento que “inconvenientemente” questiona modelos produtivos ou culturais que ele defende.


Nikolas Ferreira é ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e declara sua intenção de apoiar o agronegócio no país. A educação ambiental, muitas vezes, traz à tona, temáticas como proteção de biomas, valorização de povos tradicionais, restrições ambientais, sustentabilidade, recuperação de áreas degradadas — que são vistas por alguns setores do agronegócio como obstáculos ou críticas ao “desenvolvimento” ou à “produtividade”.


Sendo direto e reto, Nikolas quer investir no discurso de “contra a ideologia ambiental” para trazer ganhos eleitorais junto a setores que se sentem ameaçados ou desconfiados pelas agendas ambientais modernas — sejam produtores rurais, comunidades tradicionais ou classes médias de regiões com forte economia ligada à terra. Ao posicionar-se como crítico da “temática ambiental” ou de “politização” nas escolas, o parlamentar reforça sua imagem de “defensor da liberdade”, “inimigo da doutrinação”, “voz contra o excesso de ideologia” — bandeiras que mobilizam segmentos eleitorais mais conservadores.


As consequências de esse tipo de postura serem adotadas por um parlamentar — especialmente quando em posição de liderança de comissão da educação — são múltiplas:


Redução de espaço ou prioridade para a inserção da educação ambiental formal nos currículos escolares, o que pode comprometer temas como cidadania ambiental, consciência ecológica, gestão de resíduos, biodiversidade. Desvalorização da formação de professores para tratar desses temas, e menos incentivos para investimentos em pedagogia ambiental. Mobilização de segmentos que se opõem à “agenda ambiental” nas escolas com base em visões de “doutrinação”, gerando polarização, ataques à escola pública, aos professores e à autonomia didática. Em nível mais amplo, enfraquecimento de políticas que buscam preparar jovens para os desafios das mudanças climáticas, da sustentabilidade, da economia verde — o que pode significar um atraso para o país em termos de adaptação social e ambiental.


Em resumo o ataque ou a postura crítica de Nikolas Ferreira em relação à educação ambiental nas escolas pode ser compreendida como resultado de um entrelaçamento de interesses (agronegócio, base conservadora), visão ideológica (contra “doutrinação”), estratégia política (mobilização da base) e lacuna de protagonismo na área educacional técnica.


Por fim, ou o deputado acha que somos todos burros, ou ele mesmo assume papel de ignorante diante da sociedade, com sua retórica sem qualquer conteúdo ou proposta de melhoria à sociedade.






Jeff Soares

Músico

Jornalista

Apresentador do Aqui de Casa Podcast

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