A Polêmica da Pegada que Eletriza o Corpo e o Equilíbrio Sensual
Um tapinha doí ou não dói?
E mais uma vez está aberta a época boa daquelas polêmicas que a gente ama, meus queridos sobrinhos! Vocês sabem que não só da minha imaginação fértil surgem os meus registros. Muito vem daquelas opiniões peculiares das boas conversas, e hoje o gostoso do nosso chefe falou do medo de certas atitudes que, particularmente, deixam a calcinha da titia encharcada. A tal da pegada!
Sim, queridos, a titia aqui ama aquela certa força, aqueles tapas bem dados, puxões de cabelo, etc. E isso não tem nada a ver só com as minhas preferências específicas do BDSM, é uma questão de pura química e adrenalina! Muita mulher ama até o uso de chineladas e cintadas nessas horas, mas esbarram no medo dos homens em nos machucar. Entendo que o universo está bem do avesso, e que sim, que existem violências nessas horas, e que ultrapassar essa linha tênue é bem complicado.
Dosar e ter bom senso também depende do que a mulher permite fazer, porque a titia aqui sabe o limite do prazer e da dor. Sei que isso são características bem peculiares e que aumentam muito com a intimidade de uma relação. Sim, já ensinei vários gatinhos de como fazer e como agir, eu adoro muito, e eles aprendem direitinho! Ficar com aquela dorzinha gostosa deixa suas lembranças mais calientes. Nossa Senhora das Calcinhas Molhadas e Senhor dos Roxinhos no Bumbum, dai-nos a força de um bom Daddy!
A ciência tem uma explicação para o porquê desses tapas serem tão estimulantes, sobrinhos. Não é só a dominância ou o lado lúdico, é uma reação bioquímica no nosso corpo que intensifica o prazer! Quando a titia leva aquele tapa firme (no ponto certo, claro!), o corpo reage a esse estímulo mecânico (o tapa) como um estresse agudo (mesmo que seja consensual e prazeroso). Isso provoca uma rápida liberação de adrenalina e cortisol na corrente sanguínea.
A adrenalina tem um efeito facilitador na vasocongestão pélvica para as mulheres (ou seja, mais fluxo de sangue para a região, o que é essencial para a excitação e lubrificação!). Em resposta à dor percebida, o cérebro, espertinho que só ele, libera substâncias analgésicas naturais, como as endorfinas e as encefalinas (os famosos opióides naturais do corpo). Essas substâncias são liberadas para aliviar a sensação dolorosa, mas também são conhecidas por provocar uma intensa sensação de bem-estar e euforia, misturando-se com a excitação sexual. É o mix perfeito entre "ai que dor" e "ai que delícia"!

Além disso, o estímulo mecânico do tapa ativa os nociceptores (receptores de dor) da pele. Ao mesmo tempo em que enviam o sinal de dor, quando estão em um contexto de excitação e prazer, essa ativação neural se mescla com a resposta sexual, aumentando a percepção de tato na área e, consequentemente, a intensidade do orgasmo. Resumindo, a dor controlada gera uma onda de adrenalina que aumenta a excitação, e uma onda de endorfina que aumenta o prazer, transformando um tapão em um gatilho de êxtase. É o corpo da titia dando um jeito de transformar o susto em fogo na periquita!
E agora vamos tocar naquele ponto sensível, meus queridos sobrinhos: a sensação e o medo dos homens pesarem a mão – ou de não saberem dosar a força na hora H. A titia entende perfeitamente essa preocupação, que é o que impede muitos gatinhos de explorarem a deliciosa pegada que tanto amamos! O medo de machucar é real, e é louvável.
Num mundo onde a linha entre o prazer e a violência é frequentemente confundida, é natural que os homens fiquem receosos. Eles temem ultrapassar o limite consensual e, pior, magoar a parceira. Essa hesitação é o que transforma o "vai com tudo" em um "vai devagarinho e na dúvida, nem tenta", e acaba cortando a brisa daquela adrenalina gostosa que a gente busca. Para a titia aqui e muitas mulheres, o que nos excita não é a dor em si, mas a percepção de controle exercida pela outra pessoa, combinada com a segurança de que esse controle é temporário e consensual.
O tapa, o puxão de cabelo, ou o aperto na coxa, quando dados no contexto certo, são sinais de intimidade e confiança. São o "sim" silencioso de que ele entende o que te excita e está disposto a ir até lá com você. Quando um homem "pesa a mão" no limite ideal, ele está ativando um circuito de prazer e dor no nosso cérebro, liberando aquela cascata de endorfina e adrenalina que mencionei. É essa química que faz a dor momentânea virar aquela dorzinha gostosa que potencializa a excitação.
O segredo, sobrinhos, para não errar a mão (ou o tapa!) é o diálogo e a leitura corporal. A titia sempre ensina os gatinhos a perguntarem antes: "Você gosta de mais pegada? Posso apertar/bater um pouco?" Estabelecer um acordo de intenções retira o medo e dá a luz verde. Depois, o homem deve começar com a pegada que ele considera suave e ir observando a reação da parceira; se ela ofegar, apertar, ou der sinais claros de prazer (como gemer mais alto, se contorcer para cima da mão dele), é o sinal para aumentar um pouco a intensidade, sem nunca chegar no limite de machucar de verdade.
É fundamental incentivar o uso de uma palavra de segurança (como "amarelo" ou "stop") para o caso de a dor ultrapassar o limite do prazer. Isso dá total tranquilidade ao homem para soltar a mão com força e tesão, sabendo que a mulher tem o controle final. Entendam, é sobre a intenção do toque, e não apenas a força. A pegada que amamos é aquela que tem a força do desejo, e não a força da agressão. E sim, tem que deixar aquela marquinha de dedo no bumbum para a gente lembrar, Senhor dos Roxinhos no Bumbum!
Edna Loreto

Médica Veterinária
Colunista
Apresentadora
Comentários (0)