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Férias Escolares - A Hora da Verdade em Casa

[...] As férias, quando bem conduzidas, podem se transformar em um tempo de conexão profunda...

Férias Escolares - A Hora da Verdade em Casa
Imagem Internet/Unsplash

Com a aproximação do fim de ano, cresce o número de pais que relatam ansiedade, exaustão e insegurança diante das férias escolares. A rotina estruturada, que inclui escola, tarefas e horários fixos, dá espaço a dias longos sem planejamento definido, revelando fragilidades na organização familiar e, muitas vezes, dificuldades de gestão emocional tanto dos adultos quanto das crianças. Especialistas explicam que esse “desespero” não é exagero: é o resultado de uma cultura que sobrecarrega pais.


As férias também escancaram questões que normalmente passam despercebidas no corre-corre do ano letivo. Crianças mais agitadas, adolescentes isolados, conflitos entre irmãos e a dependência excessiva de telas aparecem com mais força quando a escola sai de cena. Para muitos pais, isso gera a sensação de que “o problema começou nas férias”, quando, na verdade, apenas ficou mais visível. Esse período funciona como um raio-x emocional da casa, revelando necessidades que estavam abafadas pela rotina.




Mas o que fazer quando os dias parecem longos demais e faltam ideias? Profissionais da educação e da parentalidade recomendam um equilíbrio entre estrutura e flexibilidade. Criar uma rotina simples, com horários aproximados para acordar, comer, brincar e descansar, ajuda a regular o comportamento infantil. Atividades de baixo custo, como cozinhar juntos, montar circuitos motores, organizar uma caça ao tesouro, fazer arte com sucata e explorar parques da cidade, são estratégias que fortalecem vínculos e desenvolvem habilidades socioemocionais. Além disso, incluir momentos de tédio saudável é importante: é nele que a criatividade nasce.


Para que o período seja menos estressante, os adultos também precisam de autocuidado e de expectativas realistas. Não é necessário “entretê-los o tempo todo”, mas sim criar oportunidades de convivência significativa e ensinar autonomia gradualmente. As férias, quando bem conduzidas, podem se transformar em um tempo de conexão profunda, reorganização familiar e descoberta de novas formas de estar juntos. Em vez de um desafio impossível, podem se tornar uma oportunidade valiosa para pais e filhos se reencontrarem.






Alessandra Helena Prebianca


Pedagoga - Psicopedagoga Clínica e Institucional 

Orientadora Parental - Especialista em desenvolvimento Infantil

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