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Mulher Com Medida Protetiva é Morta em Cacequi e RS chega a 16 feminicídios em 2026

Governador Eduardo Leite até o momento não assinou Pacto Brasil Contra O Feminicidio

Mulher Com Medida Protetiva é Morta em Cacequi e RS chega a 16 feminicídios em 2026
Imagem Internet/Unsplash

O assassinato de uma mulher que possuía medida protetiva em Cacequi, na Região Central do Rio Grande do Sul, voltou a expor a fragilidade da rede de proteção às vítimas de violência doméstica no Estado. O caso eleva para 16 o número de feminicídios registrados em território gaúcho em 2026, ampliando a pressão sobre o governo estadual por respostas mais efetivas.


Segundo informações preliminares da polícia, a vítima já havia buscado ajuda das autoridades e obtido medida protetiva contra o agressor. Mesmo assim, o crime ocorreu — cenário que especialistas e movimentos sociais apontam como recorrente quando há falhas na fiscalização e no acompanhamento dos casos de risco. O caso de Cacequi segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e se houve descumprimento da medida protetiva. O suspeito poderá responder por feminicídio, crime considerado hediondo pela lei brasileira.


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Dados divulgados no início do ano já indicavam uma tendência preocupante. Nos primeiros 29 dias de 2026, o Rio Grande do Sul havia registrado 11 feminicídios — quase três mortes por semana. Autoridades e entidades alertam que a maioria dos crimes costuma ser precedida por histórico de violência doméstica e ameaças, o que evidencia a importância de respostas rápidas do sistema de proteção.


Pressão Política e Cobrança ao Governo

O avanço dos casos tem intensificado as críticas ao governador Eduardo Leite (PSD). Durante sessão na Assembleia Legislativa, a deputada Bruna Rodrigues (PCdoB) cobrou providências e afirmou que o Estado precisa agir com mais eficácia diante da escalada de mortes. Na mesma ocasião, foi lembrado que o governo gaúcho ainda não aderiu ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Segundo a parlamentar, o Ministério das Mulheres informou que o Executivo estadual foi convidado, mas decidiu não assinar o acordo.

O governador, por sua vez, reconheceu que o número de feminicídios “fere profundamente” o Estado e defendeu que o enfrentamento da violência contra a mulher deve ser uma causa coletiva.


Medidas Existentes e Críticas

O governo estadual cita iniciativas como recriação da Secretaria das Mulheres, ampliação de patrulhas Maria da Penha e programas de monitoramento de agressores. Movimentos feministas e entidades sindicais, entretanto, afirmam que as ações ainda são insuficientes diante da gravidade do problema e denunciam fragilidades na rede de atendimento.

Especialistas ressaltam que a existência de medida protetiva não garante, por si só, a segurança da vítima — sendo necessária integração entre Judiciário, polícia e assistência social, além de monitoramento efetivo do agressor.







Jeff Soares

Jornalismo

Músico

Apresentador do Aqui de Casa Podcast

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