Rio Grande do Sul Detecta Casos do Vírus MPox
[...] Historicamente, o Rio Grande do Sul já vinha registrando casos de Mpox desde 2022
O Rio Grande do Sul continua acompanhando de perto a circulação do vírus da Mpox, doença causada pelo mpox vírus, parente próximo do vírus da varíola. Nos últimos dias, autoridades de saúde do estado confirmaram um novo caso da infecção na capital, Porto Alegre, em 2026. Segundo a Vigilância Epidemiológica municipal, o paciente diagnosticado na última terça-feira (17) é morador de Porto Alegre, mas contraiu a doença fora do território gaúcho. Com isso, Porto Alegre soma 12 casos confirmados desde o início de 2025 — sendo 11 registros no ano passado e agora mais este em 2026.
A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados — como roupas, toalhas e outros itens pessoais. A transmissão também pode ocorrer por meio de gotículas respiratórias em contato próximo prolongado entre pessoas. Os sintomas mais comuns incluem: Febre, dor de cabeça, dores musculares, inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas), erupções ou lesões na pele, que podem surgir em diferentes partes do corpo, calafrios e sensação de fraqueza. O período entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas costuma variar de 3 a 16 dias.
Historicamente, o Rio Grande do Sul já vinha registrando casos de Mpox desde 2022, como parte dos surtos que também atingiram várias regiões do Brasil. Nos anos anteriores, o estado confirmou casos em municípios como Lajeado, Porto Alegre, Pelotas, Gravataí e Passo Fundo. Em 2024, por exemplo, 21 casos foram confirmados em solo gaúcho.

Medidas de Prevenção e Controle
Com a confirmação do novo caso em 2026, autoridades municipais e estaduais reforçaram as recomendações de saúde pública, especialmente em períodos de maior movimentação social. Entre as orientações estão: Higienização frequente das mãos, evitar contato físico prolongado com pessoas que apresentam lesões suspeitas, buscar atendimento médico ao notar sintomas compatíveis e não compartilhar objetos pessoais com outras pessoas.
Vacinação e Atenção à População Vulnerável
Em campanhas anteriores, o Rio Grande do Sul recebeu lotes de vacina contra a Mpox voltados principalmente a grupos vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV/Aids e profissionais de saúde com exposição ocupacional ao vírus. A vacinação e o rastreamento de contatos são estratégias importantes para conter a propagação do vírus, sobretudo quando há confirmação de casos em circulação na comunidade.
Embora o número de casos no RS seja relativamente baixo em comparação a outras regiões do país, as autoridades de saúde continuam monitorando atentamente a situação epidemiológica, reforçando a vigilância, orientando profissionais de saúde e a população em geral, e reforçando medidas de prevenção.
Jeff Soares

Jornalismo
Músico
Apresentador do Aqui de Casa Podcast
Comentários (0)