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A Mulher Mais Influente do Mundo: Esperança na Neurociência é do Brasil

Médica brasileira devolve movimentos a paciente tetraplégico e reacende esperança na neurociência!

A Mulher Mais Influente do Mundo: Esperança na Neurociência é do Brasil
Foto Divulgação

Um avanço da ciência brasileira tem chamado a atenção da comunidade médica internacional. A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera o desenvolvimento de um tratamento experimental que já permitiu a recuperação parcial — e em alguns casos significativa — de movimentos em pacientes tetraplégicos.


O estudo é fruto de mais de 25 anos de pesquisa e se baseia na polilaminina, uma proteína derivada da placenta humana capaz de estimular a reconexão de neurônios rompidos após lesões na medula espinhal. O caso envolve a aplicação de uma tecnologia de interface neural combinada a um protocolo intensivo de reabilitação. Em linhas gerais, o tratamento cria uma ponte entre o cérebro e áreas do corpo que perderam a comunicação devido à lesão medular. Com isso, sinais cerebrais voltam a ser interpretados e transformados em movimento — ainda que de forma parcial e gradual.


Segundo a equipe médica, o paciente, que antes não apresentava movimentos voluntários, passou a conseguir realizar ações motoras após o procedimento e semanas de treinamento. Embora o resultado ainda seja considerado inicial, especialistas classificam o feito como altamente promissor.



Foto: Ana Branco/O Globo


O método utilizado envolve três pilares principais: Estimulação neural ― dispositivos são implantados ou posicionados para estimular regiões específicas do sistema nervoso. Leitura de sinais cerebrais ― sensores captam a intenção de movimento diretamente do cérebro. Reabilitação intensiva ― fisioterapia e treino neuromotor ajudam o corpo a reaprender os movimentos. A combinação dessas etapas favorece a chamada neuroplasticidade — a capacidade do sistema nervoso de se reorganizar e criar novos caminhos de comunicação.


Apesar do entusiasmo, a própria equipe ressalta que o procedimento não representa uma “cura” para a tetraplegia. Os ganhos observados variam de paciente para paciente e ainda dependem de estudos mais amplos, acompanhamento de longo prazo e validação científica em larga escala. Especialistas independentes destacam que o avanço é consistente com uma tendência mundial: o uso de interfaces cérebro-máquina e estimulação elétrica para restaurar funções perdidas após lesões neurológicas.


O feito brasileiro reforça o protagonismo do país em pesquisas de neuroreabilitação e pode abrir caminho para: novos protocolos clínicos, a ampliação de testes em mais pacientes, o desenvolvimento de tecnologias nacionais na área e a possível redução de custos no futuro. Para pessoas com lesão medular e suas famílias, a notícia chega como um sopro de esperança — ainda cautelosa, mas cada vez mais baseada em resultados concretos da ciência.


O trabalho é conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, com apoio de instituições de fomento como a FAPERJ e parceria com o laboratório Cristália.






Jeff Soares

Jornalismo

Músico

Apresentador do Aqui de Casa Podcast

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