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MPOX - A Nova Ameaça

Um apanhado das principais informações sobre o MPOX (antiga varíola dos macacos).

MPOX - A Nova Ameaça
Imagem Internet/Pixabay

Na última semana, a OMS (Organização Mundial de Saúde), declarou alerta para um novo surto de MPOX (antiga varíola dos macacos) no continente Africano, com o risco de disseminação global, ocasionando uma nova pandemia. Segundos os dados publicados pela entidade, surtos da doença vêm sendo combatidos na República do Congo, há quase 20 anos, só em 2024, os casos ultrapassam mais de 14 mil, onde 524 pessoas vieram a óbito.

INFECÇÃO E SINTOMAS
A MPOX é uma doença viral, e pode ser transmitida para humanos, por meio de:

- Contato com pessoa infectada, incluindo a troca de fluídos sexuais;
- Materiais contaminados;
- Animais silvestres (roedores) infectados;
Os principais sintomas, são em geral: erupções cutâneas ou lesões na pele, ínguas, febre, dores no corpo, dores de cabeça, calafrios e fraqueza.

O tempo estimado entre o contato com o vírus e o inicio dos sintomas (o período de incubação) é de 3 a 16 dias, mas podendo chegar a 21 dias. As lesões na pele aparecem dentro de um a três dias, após o estágio febril e desaparecem quando a pessoa infectada deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. O número de lesões em uma pessoa varia, as erupções geralmente se concentram no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas pode aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos e órgão genitais.



DIAGNÓSTICO
Se você perceber sintomas de MPOX, procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e informe se teve contato próximo com alguém. É necessário o isolamento e a higienização, além de seguir as orientações médicas para proteger outras pessoas da infecção.

MPOX PODE LEVAR A ÓBITO
Na maioria dos casos, os sintomas desparecem sozinhos em poucas semanas, mas em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações e mesmo levar a óbito. Recém nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão (diminuição da resposta imune devido a certas doenças, como o HIV, doença renal crônica e o câncer) correm maior risco de sintomas graves e morte.

Segundo os dados disponíveis, 0,1% a 10% das pessoas infectadas morreram, sendo que as taxas de mortalidade poder variar por conta dos fatores como acesso a cuidados de saúde e imunossupressão (diminuição da resposta imune devido ao uso de algumas medicações, como corticoides e agentes imunoterápicos).

CUIDADOS E PREVENÇÃO
Podemos reduzir o risco de infecção limitando o contato com pessoas sob suspeita de MPOX; usar máscaras, luvas descartáveis se houver a necessidade de contato, também durante o manuseio de vestimentas, roupas de cama do enfermo. Lavar bem as mãos com água e sabão e utilizar álcool gel.

Roupas, lençóis, toalhas, talheres, pratos de infectado devem ser lavados com água quente ou morna e detergente. É necessário limpar e desinfetar todas as superfícies contaminadas e descartar resíduos de maneira adequada.

Nos países onde há animais silvestres portadores do vírus, deve-se evitar contato desprotegido, incluindo contato com a carne ou sangue de animais portadores, o consumo de carne deve ser avaliado e se for o caso, a carne animal deve ser muito bem cozida.



TRATAMENTO
Atualmente, o tratamento dos casos de MPOX tem como objetivo de aliviar os sintomas; prevenir e tratar complicações, evitando sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas. Até o momento, não há medicamento aprovado especificamente para a MPOX.

VACINA
Com décadas de estudo, vacinas e doses foram atualizadas para levar mais segurança a população. Atualmente três vacinas, foram aprovadas para a prevenção do MPOX, a MVA-BN, a LC16 e a OrthopoxVaC. Segundo a OMS, apenas pessoas em risco ou que integram algum grupo de alto risco devem ser vacinadas. A imunização em massa no momento, não está recomendada.

VACINA NO BRASIL
O Ministério da Saúde do Brasil informou que negocia a aquisição emergencial de 25 mil doses de vacina contra a MPOX.


por
Jeff Soares

Músico, Jornalista e Web Designer

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