A Maturidade É Um Presente Afrodisíaco
[...] o sexo deixa de ser uma performance para virar uma celebração ...
A titia hoje sentou aqui na poltrona, com uma xícara de chá fumegante entre as mãos e um livro de crônicas aberto no colo, mas confesso que meus pensamentos fugiram das páginas para se perderem naquelas lembranças que fazem a gente sorrir sozinha, meus queridos sobrinhos. Fiquei aqui divagando sobre como a maturidade é um presente afrodisíaco que a vida nos dá, especialmente quando o assunto é aquela entrega entre quatro paredes, onde o corpo fala mais alto que qualquer roteiro.
Sabe, existe uma liberdade quase transcendental quando a gente decide que a luz não precisa ser apagada e que o espelho não é um juiz, mas um cúmplice. No momento em que a roupa desliza e toca o chão, o que sobra não são "imperfeições", mas o mapa de uma mulher que aprendeu a habitar a própria pele com uma autoridade deliciosa. Tirar o sutiã e o pudor ao mesmo tempo é o maior sinal de poder que eu conheço, porque ali, diante do outro, eu me sinto um verdadeiro mulherão não por uma medida estética, mas pela segurança absoluta de saber exatamente o que fazer, como tocar e como ser tocada.
É uma diversão cheia de malícia e autoconfiança, uma dança de energias onde a minha maior arma de sedução é o fato de eu não estar nem um pouco preocupada em esconder nada. Quando a gente entende que a nossa sensualidade é um campo quântico de pura intenção e vibração, o sexo deixa de ser uma performance para virar uma celebração da nossa própria história.
É maravilhoso perceber que o que realmente atrai e incendeia não é a perfeição de uma estátua, mas o fogo de quem se sente imbatível, sexy e completamente dona da situação, transformando o envolvimento em uma entrega visceral onde o único padrão que importa é a intensidade do prazer que a gente se permite viver.
Que as boas vibrações guiem os encontros de vocês com toda essa liberdade e luz.
Edna Loreto

Médica Veterinária
Colunista
Apresentadora
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