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Pensar Por Si Mesma

[...] O pensamento independente é a melhor maquiagem que existe...

Pensar Por Si Mesma
Imagem Internet/Unsplash

Sabe, existe um boato perigoso por aí de que o cérebro feminino é uma aba de navegador com 74 janelas abertas, música de fundo e um cronômetro de forno apitando. Pode até ser, mas a mágica acontece quando a gente resolve dar o "mudo" no barulho externo e usar o nosso próprio processador.


Pensar por si mesma, para uma mulher, é quase um esporte radical: requer o equilíbrio de uma equilibrista de circo e a audácia de quem decide usar branco em dia de chuva. A verdade é que, durante séculos, tentaram nos vender "manuais de instruções" prontinhos, como se a nossa mente viesse com um bloqueio de fábrica para opiniões próprias.


Mas a ciência — aquela maravilhosa que a gente tanto ama — já provou que a nossa neuroplasticidade é um espetáculo à parte. Quando uma mulher decide que sua régua moral e intelectual não é a do vizinho, do marido ou daquela tia palpiteira, ela não está apenas "dando uma opinião", ela está operando uma verdadeira revolução sináptica!


​É engraçado como o mundo se inclina um pouco quando a gente para de perguntar "o que você acha?" e começa a afirmar "eu analisei os dados e concluí que...". O pensamento independente é a melhor maquiagem que existe, porque não borra com o suor e ainda te deixa com aquela cara de quem sabe exatamente onde guardou as chaves da própria vida (mesmo que, na prática, a gente ainda gaste cinco minutos procurando o celular que está na mão).


Ser uma mulher que pensa por conta própria é ter a coragem de ser a diretora administrativa da própria existência, sabendo que, se o balanço financeiro ou emocional der erro, a gente tem a ferramenta certa para consertar, sem precisar pedir licença para existir.


Afinal, uma mente feminina afiada é como um bisturi de precisão: corta o que não presta, cura o que é necessário e ainda deixa tudo estéril de bobagens alheias. No fim das contas, pensar por si mesma não é apenas um ato de inteligência, é um alívio cômico diante de tantas certezas absolutas que tentam nos empurrar goela abaixo.






Edna Loreto


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