Sono Excessivo
[...] O sono excessivo é um fenômeno que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, mas ainda é pouco compreendido.
26/08/2024 21:10
| Atualizado há 1 ano atrás
O sono é uma função biológica essencial que permite ao corpo e à mente se recuperarem, garantindo o funcionamento ideal durante o dia. No entanto, algumas pessoas experimentam um desejo constante de dormir, conhecido como hipersonia. O sono excessivo é um fenômeno que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, mas ainda é pouco compreendido. Vamos mergulhar nesse tema intrigante e descobrir o que está por trás desse enigma que ronda as noites – e os dias – de tantas pessoas. Prepare-se para desvendar os mistérios do sono excessivo!
*A privação crônica de sono é uma causa comum de sonolência excessiva. Ela pode resultar de:
Trabalhar em turnos noturnos ou ter uma agenda irregular pode perturbar o ritmo circadiano, o relógio biológico interno que regula o ciclo sono-vigília. Ou então de dificuldades para adormecer ou permanecer dormindo podem que podem levar à privação de sono. Ou mesmo o uso excessivo de eletrônicos antes de dormir, consumo de cafeína ou álcool e estresse podem prejudicar a qualidade do sono.
*Outra causa bem conhecida pela ciência é a apneia obstrutiva do sono, que é caracterizada por pausas repetidas na respiração durante o sono, levando a múltiplas despertares noturnos. Esta condição é frequentemente associada a:
O excesso de peso, mais conhecida como obesidade, que pode causar o estreitamento das vias aéreas. Estruturas anatômicas herdadas que podem predispor uma pessoa à apneia obstrutiva do sono, sendo assim um fator genético. Outro fator que também acontece é o envelhecimento que deixa o tônus muscular reduzido nas vias aéreas, contribuindo assim, para a apneia do sono.

*A narcolepsia também influencia neste processo da sensação de sono permanente, ela é um distúrbio neurológico crônico caracterizado por:
Sonolência Diurna Excessiva, motivados por episódios súbitos e irresistíveis de sono durante o dia.
A Cataplexia, que é a perda súbita de tônus muscular desencadeada por emoções fortes.
Paralisia do Sono, que já falamos aqui no canal, onde a pessoa tem a incapacidade temporária de mover-se ou falar ao adormecer ou acordar. E as alucinações Hipnagógicas que são fenômenos ou experiências vívidas ao adormecer ou acordar.
*A Síndrome das Pernas Inquietas provoca uma sensação desconfortável nas pernas e um impulso irresistível de movê-las, geralmente à noite, resultando em:
Sono Fragmentado, que são os despertares frequentes resultando em um sono não reparador.
A causa exata da Síndrome das Pernas Inquietas é desconhecida, mas pode estar associada a deficiências de ferro, insuficiência renal e neuropatia periférica.
*Depressão, ansiedade e outros transtornos de saúde mental de ordem psiquiátrica podem afetar significativamente os padrões de sono:
A Depressão pode causar hipersonia (sono excessivo) ou insônia (dificuldade para dormir).
A Ansiedade pode levar a dificuldades para adormecer e sono não restaurador.
- *Transtorno Bipolar*: Episódios de depressão podem estar associados à hipersonia, enquanto episódios maníacos podem causar insônia.
*Diversos medicamentos e substâncias podem induzir sonolência:
Alguns antidepressivos podem ter efeitos sedativos. Anti-histamínicos, comumente encontrados em medicamentos para alergia, podem causar sonolência. Álcool e Drogas, embora possam inicialmente induzir o sono, frequentemente resultam em sono de má qualidade.
*Condições médicas crônicas também podem causar fadiga e sonolência diurna:
A Diabetes é uma doença que se enquadra nestas condições onde os níveis descontrolados de açúcar no sangue podem causar fadiga. A baixa produção de hormônios tireoidianos pode levar à sonolência, como podemos perceber no Hipotireoidismo. A dor crônica associada à fibromialgia pode interferir no sono, levando a episódios de sonolência desacerbada durante o dia.
*O diagnóstico do sono excessivo geralmente envolve:
Um Histórico Médico Completo, onde uma análise detalhada dos hábitos de sono, histórico médico e estilo de vida, são levados em consideração. A Polissonografia, que é um teste de sono realizado durante a noite que monitora padrões de sono, níveis de oxigênio e movimento corporal. O Teste de Latência Múltipla do Sono, que avalia a rapidez com que uma pessoa adormece durante o dia em situações de descanso. E exames Laboratoriais, onde testes de sangue podem ajudar a identificar condições subjacentes, como deficiências nutricionais ou problemas hormonais.

*Alguns Tratamentos para o Sono Excessivo incluem:
TRATAMENTOS COMPORTAMENTAIS
Como a Higiene do Sono, onde é feito o estabelecimento de uma rotina de sono regular, ambiente de sono adequado e evitar estimulantes antes de dormir.E a Terapia Cognitivo-Comportamental, que auxilia, sendo um tratamento eficaz para insônia e outras condições que afetam o sono.
TRATAMENTO PARA APNEIA DO SONO
CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), Dispositivo que mantém as vias aéreas abertas durante o sono.A Perda de Peso pode reduzir os sintomas de apneia do sono em pessoas com excesso de peso. Em casos severos, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para remover obstruções nas vias aéreas.
MEDICAMENTOS
Os estimulantes podem ser prescritos para tratar a narcolepsia e outras condições que causam sonolência diurna. Medicamentos para Síndrome das Pernas Inquietas Incluem agentes dopaminérgicos, gabapentina e benzodiazepinas.
TRATAMENTO DE CONDIÇÕES SUBJACENTES
Controle de Doenças Crônicas como um gerenciamento adequado de condições como diabetes e hipotireoidismo. A Suplementação de Ferro para aqueles com deficiência de ferro associada à Síndrome das Pernas Inquietas.
O sono excessivo é um sintoma que pode ser causado por uma variedade de fatores, desde distúrbios do sono até condições médicas e psiquiátricas. Identificar a causa subjacente é crucial para o tratamento eficaz. Se você está enfrentando sono excessivo, é importante procurar ajuda médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Com a intervenção correta, é possível melhorar significativamente a qualidade do sono e, consequentemente, a qualidade de vida.
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porJorge Braz
Fisioterapeuta,
pós graduado em Ergonomia.
Cursando Psicanálise
e um curioso sobre assuntos oníricos,
bem como neurociência.



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