O Mundo Nos Trata Exatamente Na Mesma Frequência Em Que Nós Nos Colocamos
[...] Minha regra de ouro agora é regulação de frequência pura: tratar os outros com a exata prioridade com que sou tratada.
Eu estava reparando no movimento da clínica esses dias e comecei a pensar em como a gente se negligencia. Na minha vivência aprendi que o corpo não mente; ele é um laboratório químico que reage a cada sim que dizemos querendo dizer não. Essa semana vivi algo que me deixou desconfortável e me fez refletir: por que ainda insistimos em alimentar relações e situações que nos oferecem apenas o resto, as migalhas que caem da mesa?
A física quântica é implacável: o mundo nos trata exatamente na frequência em que nos colocamos. Se eu me enxergo como alguém que aceita o pouco, o universo entende que esse é o meu estoque e para de me enviar abundância. Seja na gestão da Bella Vita, com amigos ou nos relacionamentos, o campo eletromagnético que emitimos é o que filtra quem entra e quem fica. Quando a gente aceita um relacionamento morno ou uma amizade de conveniência, a nossa fisiologia entra em colapso. O cortisol — aquele hormônio do estresse que deveria nos salvar de predadores — fica lá no topo, inundando a corrente sanguínea e causando um estado de alerta constante que drena nossa energia vital. É como tentar manter uma lâmpada acesa sem fiação adequada; o sistema entra em curto e a gente se queima por dentro tentando nutrir o que já morreu.
Minha regra de ouro agora é regulação de frequência pura: tratar os outros com a exata prioridade com que sou tratada. Não é sobre orgulho, é sobre saúde hormonal e dignidade. Se alguém me coloca no "banco de reservas", meu cérebro entende que não há conexão sináptica que justifique eu dar a essa pessoa o lugar de honra. Quando eu invisto no meu conhecimento, na minha estética e no meu bem-estar, eu mudo a minha vibração para a de uma "mulher resolvida". Esse novo estado vibracional cria um vácuo; e a física nos ensina que a natureza abomina o vácuo. Ao retirar o que é medíocre, eu abro espaço para que o que é verdadeiramente incrível se manifeste.
Não aceitar menos do que o reconhecimento pelo esforço no trabalho ou a reciprocidade no amor não é um luxo, é sobrevivência biológica. Se a pessoa não vibra na mesma intensidade, o melhor é deixar ir para não desalinhar os próprios centros de energia. Eu sou o banquete completo e já entendi que quem quiser um lugar à mesa precisa saber apreciar o cardápio inteiro. Migalhas não alimentam quem nasceu para a abundância.
Edna Loreto

Médica Veterinária
Colunista
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