O Vício em Dopamina e as Migalhas Emocionais
A busca compulsiva por estímulos rápidos e prazerosos em uma visão prática!
A dopamina é a rainha das emoções fortes, pois no momento que experimenta, você se vicia, você tenta ter aquilo o tempo todo, buscando sentir aquela emoção rápida, que lhe tirará do estado de ansiedade.
Um exemplo, quando você "tem alguém", que na maioria do tempo te ignora, que não tem tempo pra conversar, que não tem tempo pra lhe dar atenção, nem para fazer coisas que sejam boas aos dois, e ainda assim você dispõe seu tempo a essa pessoa, sempre, sem pestanejar, se no momento que ela precisar, você está ali, e aquela resposta que você esperou por horas, gera essa dopamina, que, instantaneamente traz essa sensação de felicidade, mas que em seguida vai voltar a ser ansiedade.
E aí você começa a confundir migalha com banquete emocional. Aquela resposta curta, às vezes até meio seca, vira evento. Você lê, relê, interpreta vírgula, emoji, tempo de resposta… como se estivesse decifrando um código secreto que, no fundo, só diz o óbvio: você está disponível demais para quem está disponível de menos. Mas a dopamina não quer saber de coerência — ela quer o pico, o alívio momentâneo, aquele “agora vai” que nunca vai de fato.
E o mais curioso é que, nesse jogo, o silêncio da outra pessoa vira protagonista. Porque é ele que cria a tensão, é ele que alimenta a expectativa, é ele que faz qualquer mínimo sinal parecer grandioso. No fim, não é sobre a pessoa em si, é sobre o ciclo: ansiedade, recompensa, vazio… e de novo. Um looping emocional elegante por fora, mas cansativo por dentro — daqueles que a gente só percebe quando já está emocionalmente parcelado em suaves prestações de espera.
Aprenda a ser mais leve, e breve, se por acaso sente que o outro lhe dá menos do que de fato necessita, apenas haja da mesma forma, apenas pense que tudo deve ser recíproco. Isso não te torna uma pessoa ruim, mas alguém que pensa em si.
Pense nisso!
Bruno Meirelles

Colunista
Músico
Escritor
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