Jogar Videogame Depois dos 30?
“não é vício… é previdência cognitiva”
A velha ideia de que adultos que jogam videogame são imaturos está, pasmem, equivocada. A psicologia resolveu entrar no jogo (com trocadilho mesmo) e sugerir que, na verdade, essas pessoas estão fazendo algo muito mais nobre: treinando o cérebro como se estivessem secretamente se preparando para a velhice. Sim, aquele tempo em que você finalmente vai poder dizer “eu sabia que zerar tudo isso ia servir pra alguma coisa”.
A lógica é simples — ou pelo menos apresentada como simples: enquanto o cérebro vai naturalmente desacelerando com o passar dos anos, manter atividades estimulantes, como videogames, ajudaria a retardar problemas cognitivos, tipo Alzheimer. Ou seja, aquela partida de madrugada não é procrastinação… é investimento neurocientífico. Basicamente, você não está fugindo das responsabilidades — está construindo uma tal de “reserva cognitiva” para usar lá pelos 70 anos. Um tipo de poupança, só que em vez de dinheiro, você acumula reflexos e memória.
E não para por aí. Os estudos ainda sugerem que jogar ajuda a lidar com estresse, melhora tomada de decisão e até fortalece habilidades emocionais. Em outras palavras: perder no FIFA ou no COD é, aparentemente, um exercício profundo de autoconhecimento. Quem diria que aquele jogo do Super Mario era, na verdade, crescimento pessoal em estado bruto?
No fim das contas, a mensagem é quase poética: enquanto o mundo te chama de imaturo, você está silenciosamente treinando seu cérebro para envelhecer melhor. Então da próxima vez que alguém perguntar por que você ainda joga videogame depois dos 30, você pode responder com toda a seriedade: “não é vício… é previdência cognitiva”.
Jeff Soares

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