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Morre Gilson, autor de Casinha Branca

Um dia a gente se encontra na sua Casinha Branca, Gilson!

Morre Gilson, autor de Casinha Branca
Foto Divulgação

A Música Brasileira se despede de uma de suas vozes mais sensíveis. O cantor e compositor Gilson Vieira da Silva morreu neste sábado (30), em Minas Gerais, aos 73 anos. A notícia foi confirmada por familiares e rapidamente provocou manifestações de pesar entre fãs, artistas e admiradores de uma obra que atravessou décadas da música popular brasileira.


Natural de Macau, no Rio Grande do Norte, Gilson construiu uma trajetória marcada pela delicadeza poética de suas composições. Seu maior sucesso, a canção “Casinha Branca”, lançada no final dos anos 1970, transformou-se em um clássico da música nacional ao retratar o sonho simples de paz, amor e tranquilidade em meio às turbulências da vida urbana. A música ganhou projeção nacional ao integrar a trilha sonora da novela Marrom Glacê e permaneceu por meses entre as mais tocadas do país.


Ao longo da carreira, Gilson também assinou composições que se tornaram sucessos nas vozes de outros artistas. Entre elas estão “Verdade Chinesa”, eternizada por Emilio Santiago, e “Fim de Solidão”, gravada por José Augusto. Seu talento como compositor ajudou a moldar parte importante da música popular brasileira entre as décadas de 1970 e 1990.



Capa do Álbum de 1991


Nos últimos anos, Gilson mantinha uma vida mais reservada, longe dos holofotes e da intensa atividade artística que marcou sua juventude. Morando no interior de Minas Gerais, o artista se dedicava à vida pessoal e aparecia raramente nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família. O velório ocorreu no distrito de Boa Família, em Muriaé, e o sepultamento foi realizado em Miraí, também em Minas Gerais.


A morte de Gilson representa a despedida de um artista que soube transformar simplicidade em arte. Em uma época em que a música frequentemente se rende à velocidade dos algoritmos e aos sucessos descartáveis, sua obra permanece como lembrança de um Brasil que encontrava poesia nas pequenas coisas. “Casinha Branca” continua ecoando como um refúgio afetivo para diferentes gerações, reafirmando que algumas canções não envelhecem porque falam de desejos universais: amor, acolhimento e paz.


Com sua partida, a música brasileira perde um compositor fundamental, mas ganha ainda mais força a permanência de um legado que seguirá vivo na memória cultural do país.






Jeff Soares

Jornalismo

Músico

Apresentador

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